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ISA Games 2018
Experiência na raia
Por Redação SupClub em 14/11/18
Patrick Winkler um dos veteranos que vai representar o Brasil no ISA Games SUP & Paddleboard 2018, na China.
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Durante o KOPA, elimnatória para o ISA, Patrick Winkler Foto: KOPA

 

As vésperas do campeonato mundial, o Sup Club conversa com os integrantes da seleção brasileira. O Waterman Patrick Winkler, atleta de diversas modalidades aquáticas (natação, paddleboard, longboard) caminha para sua 3º edição de ISA Games.

 

A intenção é entender um pouco mais, como Winkler executar seus treinos de prone paddlerboard, aprimora sua técnica e realiza sua periodização.

 

Sup Club : Sabemos que o ISA Games é seu foco principal, desde do inicio do ano em janeiro. Como foi o planejamento?

 

PW: Mesmo sendo veterano do paddleboard, tenho 2 décadas de experiência na natação competitiva e aplico o conhecimento esportivo adquirido. Tenho sempre um macro objetivo , com objetivos intermediários no caminhado. Gosto muito de planejamentos trimestrais e aplico a periodização de : treinamento de base, treinamento específico 01, específico 02, polimento e férias

 

Sup Club Poderia explicar estas fase de sua periodização?

 

PW: Sim! Base é base, além de remar e nadar, inclui muito surfe e até mesmo corrida. Na fase especifico 01, foco em técnica de remada com força e volume. Na fase especifico 02, aumento a intensidade e reduzo um pouco o volume e no polimento eu tento deixar corpo e mento descansados.

 

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Mesclando treinamento com SURF, Patrick Winkler Foto: Arquivo Pessoal

 

Sup Club: Então você planilha tudo?

 

PW: Não sigo a risca, mas tento manter o conceito macro da estratégia estabelecida. Um ponto fraco no Brasil é lento planejamento de calendário. Um problema é Confederação não ter dinheiro , outro é não ter calendário. Por exemplo, o King of Paddle foi escolhido como seletiva parta o ISA com menos de 40 dias de aviso prévio, assim fica difícil trabalhar o planejamento.

 

Sup Club: Quem é o seu técnico

No paddleboard é o Vinícios Sanches (renomado remador de canoa havaina da equipe SAMU), na natação é o Ademir Paulino e na preparação física (que chamo de dry land) é o Sérgio Coronel.

 

Sup Club: Você consegue ter resultados na natação (venceu neste último fim de semana o Rei & Rainha do Mar de Ubatuba) e no paddleboard. Como Consegue ?

 

PW: Meu objetivo principal  é o prone paddleboard e sou uma pessoa com focada. Eu consigo utilizar a natação como preparação física, e também na fase de intensidade dos treinos, ou seja aplicar muito força aeróbica e anaeróbia na natação o que obviamente me ajuda no paddleboard.

 

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Mesclando treinamento com nataçâo, Patrick Winkler Foto: Arquivo Pessoal

 

Sup Club: Então você acha que um nadador leva vantagem no paddleboard?

 

PW: Não, não acho. Sempre falo que o fato de eu ou o Claudio Britto (meu principal adversário no prone) termos vindo da natação é uma coincidência. Se um atleta vier do surf, ou do remo olímpico, ou do triathlon ou da canoagem, terá a mesma chance no paddleboard. Lógico, que de maneira inteligente, utilizo a natação e suas infinitas qualidades a meu favor.

 

Sup Club: Você é um paulistano de 40 anos, que trabalho muito e tem que conciliar agenda para treinar, como consegue ter êxito?

 

PW: Planejamento, esta é a resposta. Na verdade sou carioca, mas moro em São Paulo desde os 14 anos. Para vencer o trânsito de São Paulo e ainda morar numa cidade que não é litorânea, antes de mais nada, precisa ter muita vontade e determinação. Basicamente minha agenda é composta por 2 treinos por semana de remada na raia da USP, 2 treinos de natação na Cia Athetica no Morumbi, 2 treinos de dry land (Pilates) e aos finais de semanas, sempre analisando as condições do mar, muito surfe de Longboard e remadas de SUP ou prone.

 

Sup Club: Expectativa para o ISA Games? Fale um pouco do Prone long distance.

 

PW: Possivelmente será minha melhor prova, tenho bastante resistência e desde minha época de nadador, tinha tendência a provas longas. Geralmente a prova de 18K gira em torno de 2 horas e 20 minutos. Minha preparação teve como prioridade a prova longa e meu objetivo é uma colocação mais ousada que o Top Ten que consegui em 2017 na Dinamarca.

Aqui a estratégia é não perder o pelotão de elite, manter alta intensidade sem “travar”, e minha hidratarão está totalmente alinhada.

Existe uma situação interessante, que no prone é menos difícil entrar na estreia do adversário do que no SUP, pois os remadores de prone tendem a fazer uma navegarão muito mais linear.

 

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Patrick Winkler Foto: KOPA

 

Sup Club: Expectativa para o Prone Technical Race?

 

PW: As competições de prone aumentarem muito no Brasil. Provas como Kialoa Paddle Challenge, King of Paddle, Rei de Búzios , Aloha Spirit  Festival (principal circuito nacional) são de extrema importância. Mas existe um grande problema, inclusive para o SUP: temos pouquíssimas provas de técnica. 

Treino muito nas ondas, em todo o litoral  de São Paulo (Ubatuba, São Sebastião, Guaruj'á e São Vicente), mas treino é treino e competição é competição. Minha preparação para prova técnica poderia ser muito melhor, mas é uma responsabilidade que divido com todos os gestores de eventos esportivos: precisamos de mais provas nas ondas.

Na China o evento terá eliminatória e final com metragem de 3,8k. Se eu quiser chegar em alguma posição abaixo de Top Ten, preciso passar pelas eliminatórias de maneira inteligente e com gasto de energia controlado e depois me recuperar para as finais. Fato é que a recuperação de um homem de 40 anos é muito mais lenta do que um homem de 20 anos.

 

 

Sup Club: E o revezamento, pode explicar?

 

PW: O revezamento, tradicionalmente, é a última prova do ISA Games. O evento é composto por um homem de prone, uma mulher de SUP, uma mulher de prone e um homem de SUP (exatamente nesta ordem e com aproximadamente 1k de distância).

Assim como na prova técnica, existe a eliminaria e a final. Inicialmente o Brasil contará com a Jessica Matos no prone feminino (que utilizará minha prancha), Aline Abad no SUP feminino e Vincius Martins no SUP. Mas a decisão final deve vir somente lá na China e com o aval do Esquilo (head coach Brasil desta edição de ISA). Missão dura para a Jéssica, que assumiu a bronca do prone feminino no revezamento em pleno campeonato mundial.

 

Sup Club: Para finalizar, uma pergunta “clássica”: a lombar dói, para os remadores de prone?

 

PW: Pode não parecer, mas tanto cervical quanto lombar, a dor é praticamente “nível zero”. Quando o remador está na posição de joelho, a força corporal é divido em três partes: abdômen, lombar e principal pernas (estas sim, podem sentir câimbra depois de horas de remadas). A única dor de verdade que pode acontecer nas remadas de prone , estão relacionadas ao ombros. Minha atenção, prevenção e fisioterapia com os ombros é muito bem executada.

 

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Patrick Winkler Foto: Arquivo Pessoal

 

Sup Club: Que Venha o ISA Games 2018

 

PW: Estou com 40 anos e junto com a Aline Abad (41) somos os mais veteranos da seleção.

Logicamente que cada vez mais fica mais difícil manter a capacidade física, mas me sinto no auge e a vontade de competir neste ISA Games é igual de um garoto de 18 anos.


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