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Comunicação na água
Por Redação SupClub em 17/05/19
Confira a matéria desta semana do nosso colunista Fabiano Bartmann.
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Comunicação na água Foto: Divulgação.

 

A comunicação como conhecemos é exclusiva dos humanos, que desenvolveram a fala e a escrita, com o intuito de se comunicar. De todos os mamíferos, o ser humano foi o único que se desenvolveu mais.

 

Historicamente, estamos sempre evoluindo na forma de se comunicar e na minha opinião, os extremos são o mais complicado: água e ar.

Eu não sou adepto do uso do celular dentro da água, por causa do sinal, calor faz a tela não funcionar e o contato da água, o touch não funciona direito e por esse motivo, prefiro utilizar rádio comunicador (não é walkie talk).

A Marinha do Brasil, mantém um sistema de comunicação entre embarcações e portos, permanentemente ligado utilizando o canal 16. Quando liga um rádio, sempre irá abrir no canal 16 e quando for conversar, é escolhido outro canal.

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Centro de comunicação do Porto de Santos. Foto: Divulgação.

 

Óbvio que estou falando de rádio comunicador portátil, que é diferente dos rádios utilizados em embarcações, são mais pesados e a antena passa pelo mastro. Consequentemente, a capacidade de comunicação em distância é menor.

 

Eu resolvi usar rádio, geralmente remo sozinho e gosto de longas distâncias, estando muito distante da marina aonde deixo a prancha, ficava pensando se precisar de socorro por algum motivo? E pensando em motivos em águas abertas, são inúmeras: vento forte, risco de raios, correntezas e quem sabe até uma lesão, que te impossibilita de remar de volta.

No meu caso, a marina aonde eu deixo a prancha, tem o serviço de resgate e por esse motivo, acionaria eles.

Muitos devem estar pensando agora: eu não sou sócio de nenhuma marina e como eu faço para ser resgatado?

Pois é, por esse motivo o canal 16. Por regra e gentileza marítima, quando alguma embarcação pede socorro por rádio, quem estiver próxima (barco, lancha ou navio) e tiver condições navegáveis, deve prestar suporte ou socorro ou a marina mais próxima, podendo ser também a Marinha ou os Bombeiros. Sempre será quem estiver mais próximo e/ou com condições.

Mesmo tu não sendo sócio de alguma marina e no meu caso, estiver muito longe do meu clube, vou pedir socorro pelo rádio e quem estiver próximo, virá me resgatar.

Também já sei que vão dizer: aonde vou carregar o rádio? Isso é outro problema, na minha opinião de novo. Os remadores, são avessos ao uso do colete salva-vidas, dizem que pesa, atrapalha, não usa em competição e etc.

Como professor de Primeiro Socorros e curioso de tecnologia de materiais, fiz um blog que é minha biblioteca de produtos e tecnologia, o Gaúcho Aventura (http://gauchoaventura.blogspot.com/), sempre primo pela segurança e uso colete nas minhas remadas e treino.

Dentro do meu colete eu tenho: apito, canivete, rastreador de GPS, bolsa de hidratação, rádio e carbogel. Para carregar tudo isso, precisava de um colete que tivesse vários bolsos e as células de flutuação, precisavam ser de boa qualidade. Depois de muita pesquisa e mandando muitos e-mails, a empresa Duck de Três Coroas\RS, me apresentou um colete que faziam para a Brigada Militar Ambiental, que tinha até coldre para arma. Esse tipo de modelo que eu queria.

O rádio não é usado apenas para chamar por socorro, pode ser usado nos treinos também, pela grande capacidade de distância de comunicação. O que eu uso, funciona num raio de 6 km. O treinador pode estar em terra, o rádio pode estar dentro da canoa havaiana ou numa mochila ou pochete de hidratação do atleta e o mesmo fica ouvindo as instruções. Claro, utilizando canal diferente do 16.

Uma outra opção para esse tipo de treino, é o walkie talk. Não posso escrever sobre ele, nunca usei, não sei qual é o raio de distância e para pedir socorro, não serve, não é de praxe utilizar na água.

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Baofeng, Comunicação na água Foto: Divulgação.

 

Marcas específicas de rádio náutico no Brasil, só achei 2: Icom e Uniden. O Baofeng, tem rádio marítimo, pela pouca informação que tem, é resistente a água e não pode mergulhar. O Uniden, tem 1 modelo que boia e o outro não. Já o Icom, tem um portfólio imenso e alguns, quando cai na água e fica boiando, pisca uma luz para achar ele.

 

Comunicação é primordial, em todos os momentos e situações!!!

Fabiano Bartmann

Fisioterapeuta – CREFITO 5 / 50266-F

Profissional de Educação Física – CREF 9768-G/RS

Mestre em Biociências e Reabilitação

Especialista em Acupuntura

Professor da Faculdade Sogipa

Bi-Campeão Race Master, no RS / 2017 e 2018

Membro da equipe Rabbit de SUP

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