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Competições
A SUPer safra de juniores
Por Luciano Meneghello em 10/05/17
Nunca o SUP brasileiro produziu uma geração tão forte de Juniores como a de 2017. A grande pergunta é: Como mantê-los no esporte? Confira a análise de nosso editor.
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Juniores em ação durante o Brasileiro realizado em Florianópolis. Nível impressionante. Foto: Luciano Meneghello.

 

No último final de semana os melhores remadores de SUP do Brasil se encontraram em Florianópolis para competir na primeira etapa do Circuito Brasileiro de 2017, o Praia Mole Grand Slam, que também foi válido como seletiva para o Mundial da ISA que acontecerá no mês de setembro na Dinamarca. 

 

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David Nascimento De Leão (à esq.), 15 anos, impressionou a todos com sua 8ª colocação na prova de longa distância da categoria Profissional. Foto: Fabio Mota.

Não faltou ninguém entre os grandes e quem acompanhou as provas ao vivo ou via internet, pode testemunhar o nível altíssimo em que se encontram nossos atletas. Esse fato, por si, já vale uma coluna, mas, gostaria de expressar aqui o meu espanto com a safra de juniores que competiram Florianópolis.

 

Em sete anos de circuito brasileiro de SUP race nunca houve uma geração tão numerosa e forte de juniores. E posso falar com convicção, pois cubro o circuito desde o início. Tivemos, sim, fenômenos ascendentes forjados nas categorias de base como o próprio campeão brasileiro, Guilherme dos Reis, mas nunca houve tantos garotos competindo em um nível tão alto nessa categoria.

 

Três nomes já haviam chamado a minha atenção durante a pré-temporada: Robson “Feijão” Sapucaia, Guilherme Thawirê e Guilherme Cunha. No entanto, o que vi em Florianópolis foi muito além das minhas expectativas. A começar pela incrível performance de David Nascimento De Leão. Esse baiano de Itacaré, aos 15 anos de idade, ficou com a 8ª colocação na prova de longa distância, remando ao lado dos melhores remadores do Brasil – E lembre-se que nessa prova não faltou ninguém!

 

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Exemplos da SUPer safra: Recém saídos da categoria Júnior, Cadu Vieira (blusa branca, à esq.) e o atual campeão brasileiro Guilherme dos Reis (ao centro), se juntam aos amigos Gabriel Ortiz (2º à esq.), Guilherme Cunha e Guilherme Thawirê (à dir.). Foto: Luciano Meneghello.

 

Mas David não foi o único a deixar todos de queixo caído. Gui Thawirê ficou em 15º e Feijão em 18º na mesma prova. Enquanto Guilherme Cunha ficou com a primeira colocação na Race Amadora seguido de outro atleta júnior, Fabrício Rodrigues Souza, na segunda colocação da mesma prova. E devo reforçar que estou falando de categorias adultas!

 

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Robson "Feijão" Sapucaia. Foto: Fabio Mota.

Mas confesso que fiquei um pouco decepcionado ao ver a disputa da Júnior. Não pelo nível dos competidores, mas pela curta distância da raia, que, diga-se de passagem, foi determinada a pedido dos próprios, de cerca de 1 km. Não deu nem graça, pois a prova acabou muito rápido, tamanho o nível dessa garotada. Aos 02m57s, Guilherme Cunha, primeiro colocado, cruzava a linha de chegada.

 

Ainda assim, além dos nomes anteriormente citados, Cauê Menezes, Lucas Galant, Flavio Logam Goes Souza, Murilo Da Rosa e Tiago Leite Fróes Da Motta e, em especial, Gabriel Ortiz De Carvalho, me chamaram a atenção. Todos com idade entre 14 e 16 anos, remando forte e com uma técnica já bem desenvolvida.

 

Ficou claro que estamos com algo muito precioso em nossas mãos. Se hoje essa molecada, que ainda está encorpando e amadurecendo psicologicamente, já está remando nesse nível, o que esperar deles quando chegarem à fase adulta?

 

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Iasmim Morais fez bonito na Amador Open, mas não competiu na Junior Feminio por falta de inscritas. Foto: Luciano Meneghello.

No entanto, até lá, precisamos mantê-los interessados em competir e treinar, sem esquecer de que um bom rendimento escolar está diretamente associado à construção de um caráter sólido e à formação de um adulto mais preparado. “Mens sana in corpore sano”.

 

Quero, portanto, chamar a atenção dos empresários para que apoiem esses atletas, seus treinadores e competições que apoiem essa categoria. Aos organizadores de eventos, creio que chegou a hora de se repensar as provas destinadas aos juniores, incluindo percursos mais técnicos e distâncias maiores.

 

Mas, como nem tudo são flores, foi uma pena constatar que a prova Junior Feminino não foi realizada por falta de atletas.  Única representante da categoria, Iasmim Morais, 16 anos, teve que competir na Race Amadora por falta de quórum e foi a primeira colocada na prova técnica dessa categoria, mostrando que nossos diamantes também estão prontos para serem lapidados entre as meninas.

 

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Luciano Meneghello é editor-chefe e fundador do site SupClub. Foto: Reprodução.

 

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