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Tríplice Coroa 2018
Hawaii é aqui!
Por Alex Araujo em 16/10/18
Quarta-Feira os olhos do brasil estarão ligados nos verdes mares do Ceará.
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Guilherme, Triplice Coroa 2018 Foto: Ale Socci

 

Começa nesta quarta-feira dia 17, a Tríplice Coroa 2018, o maior e único evento focado na modalidade downwind no país.

CONHEÇA AS TRÊS PROVAS:

SPOT PADDLE
 

Os atletas irão inaugurar a raia com um percurso de 30 km saindo de Fortaleza, chegando no Cumbuco.

ALOHA SPIRIT DOWNWIND

Percurso de 12 km saindo da Praia do Mucuripe em Fortaleza, chegando na Barra do Ceará.

W2 DOWNWIND

Percurso de 30 km saindo de Fortaleza, chegando no Cumbuco. Esta prova conta com uma janela de espera para ser realizada na melhor condição.

Eu como atleta me orgulho de ter tido uma participação ativa da criação deste formato,  e também de ter participado da primeira versão do evento em 2012.

Naquele momento o esporte ainda engatinhava, e João Castro, na minha opinião o grande incentivador  da modalidade downwind no Brasil.

Como o anfitrião da raia e hoje frente ao editorial do SupClub, não poderia deixar de fazer a cobertura de um evento com tamanha importância para o esporte. Estamos com uma equipe de amigos e informantes que irão trazer diariamente informações sobre as provas e as condições.

Conversei com João Castro para entender mais sobre a evolução do evento e também os passos para o futuro da modalidade, Confira:

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João Castro Foto: Aqruivo Pessoal

 

SUPCLUB: Depois de 2012, o W2 se confirmou um evento específico de downwind no país, eu pude participar da primeira versão e pelo que vi conversando com os atletas a vibração do evento continua a mesma, como está a expectativa de 2018?

JOÃO CASTRO: A expectativa de 2018, é a mesma de 2012, de que seja um evento que alavanque a modalidade no Brasil. Nós temos muitos atletas referência, que iam ao Hawaii para ter a sensação de competir em condições perfeitas para o downwind, e também existia um grande número de pessoas que desejavam isso mais devido ao alto custo das provas internacionais isso parecia uma missão muito difícil. Criar uma prova assim no Brasil criou uma grande oportunidade para as pessoas conhecerem a modalidade.

Entre erros e acertos desde o W2 downwind que foi a primeira versão e depois virou Tríplice Coroa, acho que de 2017 para este ano achamos o formato definitivo da prova. O evento tem que ser feito no Ceará, ter rastreamento via satélite , ter a versão de 3 provas, e com esta janela de 10 dias, pois as pessoas podem se programar para poder participar, para que seja um campeonato a altura e seja bem elaborado para que no futuro cresça e atenda todos os atletas profissionais, então a minha expectativa é que em 2018 nos consigamos alavancar o número de participantes para os próximos.

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Andréa Moller, Liviio e Alex Araújo, W2 em 2012. Foto: W2

 

SUPCLUB:  O downwind era uma modalidade com pouca expressão no Brasil , em 2011 quando conversamos você mostrou grande interesse em realizar um evento para a modalidade, e o W2 nasceu em 2012,  como você enxerga a evolução da modalidade hoje no Brasil?

JOÃO CASTRO:  Eu acho que não há evolução no Brasil , mas principalmente por falta de condições, eu acreditava que iriam surgir novos nomes principalmente do Ceará e Rio Grande do Norte. Acreditava que cada ano que eu fizesse esta prova surgiriam novos atletas especializados em downwind, mas desconhecidos do cenário nacional, para disputar a raia com atletas expressivos do esporte, como Luiz Carlos Guida Américo Pinheiro, Marinho Cavaco, Vinni Martins, Lena Guimarães entre outros grandes nomes, mas isso não aconteceu.

Na minha opinião isso acontece pelo tamanho do nosso liotral. Você pode por exemplo rastrear a previsão do vento e ondulação e ir para Ilhabela em um dia X conseguir uma condição boa.

Você pode ir para Búzios e Cabo Frio e também conseguir uma condição. A realidade é que a condição que temos aqui no Ceará é perfeita, mas fica muito fora deste eixo Rio – São Paulo, eu enxergo isso como uma barreira , mas espero que os atletas de SUP, Canoa Havaiana e Surfsky, entendam que esta é uma pequena parcela que eu enxergo de futuro, principalmente do SUP que já conseguimos ver um retrocesso no número de praticantes, eu acho que este é o upgrade para manter pessoas ainda interessadas no SUP e competindo em um formato de prova mais divertida e ao mesmo tempo mais técnica e mais desafiadora.

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Primeiros guerreiros em 2012, W2 Downwind Foto: W2

 

SUPCLUB:  Está raia de Fortaleza é uma das melhores do país e em conversa com a André Moller ela me  mostrou muita vontade de voltar a competir aqui, o que você acha que falta para termos um número expressivo de atletas estrangeiros no evento?

JOÃO CASTRO: Na verdade a Andréa falou para mim, que é uma das melhores raias do mundo, de fato o Ceará tem este pedigree do Downwind. O que eu acho que falta é um trabalho nosso da Ecooutdoor. Enquanto eu não enxergarsse o caminho ideal desta competição não teria como divulga-lá. Como eu falei da etapa de 2017 para agora em 2018 evolímos muito e este formato com três provas no Ceará em um época x do ano, era o que faltava eu entender o modelo definitivo e mantê-lo independente do número de competidores. Tenho quase certeza que este modelo que achamos em 2018, será o formato para todas as próximas versões, nesta época do ano e a partir deste modelo aceito é que eu posso começar a falar desta prova fora do Brasil. Eu já tenho o caminho, os contatos e tenho conversado com alguns veículos que são importantes. Tenho que alinhar esta prova com o calendário internacional e inseri-la no mesmo é muito importante. Para isso é importante a participação dos gestores de cada uma das modalidades no Brasil.

A CBSUP, CBVAA e o Jeferson Sestaro que é responsável técnico pela confederação Brasileira de Canoagem, na modalidade surfsky, precisam se envolver com a Tríplice Coroa, já pincelamos conversas com as três entidades. Precisamos que eles entendam que poderiam ajudar a construir um modelo que fosse muito bom para o esporte, para a modalidade e traria longevidade a organização, e ao mesmo tempo incentivando os atletas e por exemplo tornando a prova mais barata, pois quantos mais competidores na prova, mais barata fica a inscrição.

Para finalizar, na minha opinião o futuro é:  O internacional por incrível que pareça está mais fácil de viabilizar. O nacional, seria os presidentes destas modalidades se envolvendo de maneira efetiva com a Triplice Coroa , ajudando a redesenhar alguns pontos e tornar o evento em um grande momento para o Water Sports do Brasil.

Acompanhe no SupClub, todas as informações do evento, e acompanhe ao vivo os atletas na competição pelo sistema Spot, clique aqui!

Aloha!

 

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