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SUP Entrevista
Guilherme dos Reis
Por Luciano Meneghello em 07/03/16
Revelação do SUP race nacional bate um papo com o editor do SupClub, Luciano Meneghello, sobre sua carreira e planos para 2016.
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Guilherme dos Reis. Foto: Luciano Meneghello.

Aos 17 anos Guilherme dos Reis conquistou, em 2015, o vice campeonato brasileiro de SUP race profissional deixando de ser uma promessa para se tornar um concorrente em potencial ao título nacional da modalidade. No dia 20 de março ele terá sua primeira "prova de fogo" disputando a prova de SUP race do Aloha Spirit Ilhabela, que contará com a participação de nomes de peso da race nacional. Antes, porém, ele bateu um papo com o editor do SupClub, Luciano Meneghello, nessa entrevista exclusiva onde conta um pouco de sua história e revela apectos que ajudam a entender como um garoto da sua idade já pode ser considerado um dos melhores remadores de SUP race do Brasil.

Luciano - Quando você começou a remar de stand up?

Guilherme - Comecei aos 13 anos de idade, em Ilhabela. Nessa época ia acontecer uma prova do Aloha Spirit por lá e eu e meu pai, que era profissional de windsurf e também estava dando as primerias remadas no SUP, decidimos participar. Conseguimos umas pranchas e assim começamos a remar, pesando na prova. Meu pai correu na profissional e eu na kids. Meu pai ficou em sexto e eu em terceiro lugar. Vimos que tinhamos chance de melhorar e resolvemos levar a sério os treinos. Assim mergulhamos de cabeça nesse esporte!

Luciano - Pelo fato do seu pai ser um atleta profissional, existe uma cobrança por parte dele para que você siga esse caminho?

Guilherme - Não. Meu pai é bem tranquilo quanto a isso. Ele sempre diz para que eu escolha um caminho e me dedique a isso. Só que tem uma coisa, ele não dá moleza nos treinos nãos (risos). Uma vez que eu escolhi ser um atleta, ele puxa mesmo! Mas é o que eu quero.

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Guilherme (à direita) ao lado do pai, treinador e parceiro Paulo dos Reis. Foto: Fabio Mota / São Sebá SUP.

Luciano - Como está a sua rotina de treinos?

Guilherme - Meu pai é meu técnico e nós fazemos dois treinos por dia. Um de manhã e um de tarde, variando entre treinos de tiro e longa distância.

Luciano - Em 2015 você ficou com o vice campeonato brasileiro profissional de SUP race aos 17 anos. Você esperava alcançar esse resultado com tão pouca idade?

Guilherme - Eu comecei o circuito em quinto lugar, mas não espera terminar como vice campeão brasileiro. Minha meta era ficar entre os quatro primeiros, mas treinei firme e, ao longo da temporada fui conseguindo bons resultados. Isso me motivou e me ajudou a treinar mais forte ainda.

Luciano - Como você vê os outros competidores de elite? 

Guilherme - Fora da água são amigos e ídolos. Comecei a competir vendo eles vencer as competições. Mas na hora das provas vejo todos de igual pra igual. São meus rivais. 

Luciano - E teu pai? É teu rival nas provas? 

Guilherme - Nós somos parceiros. Um ajuda o outro, mas ambos buscando a vitória individual.

Luciano - Na primeira prova do circuito brasileiro, em 2015, na Bahia, teu pai quebrou o remo e teve que abandonar a prova, mas você foi até ele e ofereceu o seu remo para que ele continuasse, mas ele recusou. Fala um pouco sobre esse episódio pois acho que isso exemplifica bem o que você disse antes.

Guilherme - Pois é. Aprendi muito com isso. Meu pai me chamou a atenção e disse para eu me focar na prova. 

Luciano - Foi um gesto bonito de filho para pai, mas ali vocês estavam em uma competição, que é a profissão de vocês…

Guilherme - Eu perdi o foco na competição por causa disso, e acabei não prestando atenção nas correntes do canal da Baia de Todos os Santos e perdi várias posições. Ai entendi a "bronca" do meu pai e que realmente não deveria me preocupar com nada além do meu objetivo de vencer a competição.

Luciano - A minha impressão é a de que você amadureceu como competidor depois disso.

Guilherme - Sim, essa prova foi um aprendizado pra mim. 

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17 anos de muito trabalho a seus adversários. Foto: Luciano Meneghello.

Luciano - Você estuda?

Guilherme -  Terminei o terceiro colegial e pretendo fazer uma faculdade de educação física.

Luciano - Você já provou que está no nível dos melhores do Brasil e tem potencial para ir muito longe. O que falta para você competir em provas internacionais?

Guilherme - Aqui no Brasil tenho bons patrocínios que me ajudam a correr o circuito brasileiro entre outras provas  importantes como o Aloha Spirit, mas preciso de mais apoio para participar de provas internacionais. 

Luciano - Continue treinando e fazendo bons resultados. Espero que em breve algum empresário perceba o seu pontencial e lhe apoie nas provas internacionais. Boa sorte!

Guilherme - Obrigado!

 

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Luciano Meneghello é fundador e editor do site SupClub e da revista Standup. 

 

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