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Entrevistas
Entrevista - Guilherme dos Reis
Por Luciano Meneghello em 03/01/17
O mais novo campeão brasileiro da história do SUP race brasileiro bate um papo com nosso editor e fala sobre sua carreira, competições internacionais, envolvimento da família, entre outros assuntos. Confira.
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Guilherme dos Reis é o campeão brasileiro mais novo da história e agora mira nas competições internacionais. Foto: Fabio Mota / CBSUP.

 

Quando você se deu conta de que poderia ser campeão brasileiro de SUP race na categoria profissional?

 

Eu e meu pai, dois anos atrás, decidimos que era hora de aumentar a carga de treinos com esse objetivo e em 2015, quando eu terminei como vice-campeão brasileiro, vi que realmente essa meta era possível. Assim, a gente treinou mais forte ainda e deu certo.

 

Você começou sua carreira competindo na Junior e dessa categoria você migrou direto para a Profissional. Como foi o planejamento dessa transição?

 

Eu comecei competindo no Junior e fazendo também algumas provas como profissional e a partir de 2014 eu só competi na Profissional.

 

Que idade você tinha quando começou?

 

Na verdade, eu fiz algumas provas na Kids antes, mas em competições regionais e só por diversão. No circuito brasileiro eu comecei com 13 anos, na Junior e, no ano seguinte, com 14 anos, comecei a fazer a transição para a categoria profissional.

 

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Aos 14 anos, Guilherme fez sua estreia na categoria Profissional: "Acho que se eu ficasse só na Junior a minha evolução ia ser mais lenta." Foto: Arquivo pessoal.

Não te assustou começar a competir com os profissionais assim tão novo?

 

Meu pai me deu muita força e foi importante pela experiência nova e também para me ambientar com os adversários que eu tenho hoje. Acho que se eu ficasse só na Junior a minha evolução ia ser mais lenta.

 

Qual foi a sua colocação no ranking no seu primeiro ano como profissional?

 

Eu fiquei em 10º lugar no ranking final.

 

Você sofreu algum tipo de cobrança por um resultado mais expressivo?

 

Não. Meu pai sabia que eu estava me adaptando ao circuito e à nova categoria.

 

Seu pai sempre foi seu técnico?

 

Sempre. Mas ele nunca me pressionou para ser um atleta e me deixou sempre bem à vontade para decidir se eu iria mesmo seguir esse caminho.

 

E quando você decidiu que iria ser profissional do SUP?

 

A gente teve uma conversa. Quando eu disse que queria ser competidor meu pai disse que eu teria que abrir mão de várias coisas, pois, um atleta profissional precisa treinar muito e ter uma vida regrada.

 

Do que você teve que abrir mão, por exemplo?

 

Eu gostava muito de jogar bola, mas meu pai disse que eu teria que abrir mão, pois o risco de me machucar jogando bola era muito grande, e quando a gente começa a treinar em alto rendimento, ficar muito tempo parado é complicado.

 

A gente vê cada vez mais os pais levando os filhos para as competições, estimulando, enfim, você que passou por isso, acha que faz diferença esse apoio da família?

 

Acho que o apoio da família é muito importante, mas a decisão de ser um competidor ou não deve partir sempre do garoto ou da garota. Se ele quiser ser um competidor e encarar essa rotina de treinos e competições, então a família tem que apoiar. Na verdade é uma combinação das duas coisas: o apoio da família e a vontade de ser um competidor.

 

Como andam os seus estudos?

 

Eu terminei o ensino médio e pretendo fazer faculdade. Agora vou focar nas competições, mas no futuro quero fazer faculdade sim.

 

Fale sobre a sua experiência no PPG e no Mundial da ISA esse ano.

 

Minha primeira competição no exterior foi em 2014, no BOP, mas eu fui mais para ganhar experiência, sem pensar em resultado. Esse ano já foi diferente, fui para o PPG para competir pra valer.

 

E como foi chegar lá e remar contra os melhores do mundo?

 

Gostei muito. O pessoal me tratou super bem, todos me deram muita força, incentivando. Quando eu me classifiquei para a final muitos deles vieram me parabenizar, falaram para eu continuar remando forte. Eu fiquei muito feliz! E é claro que eu vou continuar remando forte e lutar por meu objetivo que é ser campeão mundial. Não vai ser fácil, mas eu vou treinar para chagar lá.

 

Já sabe que provas internacionais você pretende participar em 2017?

 

Pretendo competir na PPG e no Mundial da ISA. Talvez na M2O, ainda estamos avaliando isso.

 

E você já tem apoio suficiente pra fazer essas viagens?

 

Pois é, esse ano muita gente me ajudou e eu agradeço muito a todos vocês! Ainda não tenho toda a verba necessária para fazer essas viagens em 2017, mas tenho fé que vou conseguir, mesmo com essa crise!

 

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Reis em dose dupla: Guilherme ao lado de seu pai, Paulo dos Reis, em 2014: "O apoio da família é muito importante, mas a decisão de ser um competidor deve partir sempre do garoto ou da garota". Foto: Luciano Meneghello.

 

E como está o seu inglês?

 

Eu fiz aula de inglês por cerca de um ano e meio. Não sou fluente, mas consigo me virar!

 

O Vinnicius Martins (remador brasileiro que compete provas internacionais) te ajudou nas provas lá fora?

 

O Vinni foi o maior parceirão esse ano. Nas duas competições internacionais que eu participei esse ano ele me ajudou pra caramba e eu agradeço muito a ele. Mas, se eu tivesse que ir sozinho, eu conseguiria me virar também.

 

O que você achou do formato do circuito brasileiro esse ano, mesclado provas técnicas com provas de longa distância?

 

Eu gostei muito porque faz a gente treinar nas duas condições, no liso e nas ondas. Também acho importante porque prepara os atletas do Brasil para competirem nas provas internacionais, que tem mais esse formato.

 

Em sua opinião como está o nível dos atletas do Brasil?

 

Acho que o nível aqui está muito alto. A gente tem uns cinco ou seis atletas no Brasil que tem condição de brigar pela primeira colocação em uma prova internacional.

 

E o que você acha que falta pra isso acontecer?

 

Acho que a gente precisa de mais patrocinadores para ajudar nossos atletas a competirem lá fora, treinarem junto dos atletas internacionais e também acho que a gente precisa ter mais provas no Brasil.

 

Quem você acha que vai surpreender em 2016 no SUP race nacional?

 

Acho que se o Vinni (Martins) focar mais no circuito brasileiro ele vai ser um dos competidores mais difíceis de vencer. E tem essa nova geração que tá chegando, o Guilherme Thawire que é um garoto novo e que está treinando forte aqui com a gente em Ilhabela, o Robson Feijão, de Salvador e o outro Gui, de Santos (Guilherme Cunha). Essa nova geração está vindo forte e vai dar trabalho!

 

Você acha que eles já deveriam migrar para a Profissional?

 

Acho que seria super válido se eles competissem na Profissional e na categoria deles, pois assim eles vão adquirir muita experiência.

 

Hoje em dia em quem você se espelha como atleta?

 

No SUP são vários atletas. Tem o Michael Booth, da Austrália, o Connor (Baxter), o Kai Lenny, são alguns dos atletas em que eu me espelho e não somente em um.

 

Você tá remando de canoa polinésia também?

 

Muito pouco! Meu treino é bem voltado para o stand up e faço ginástica funcional também para fortalecer a musculatura, que é importante e ajuda a prevenir uma lesão. 

 

 

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Luciano Meneghello é editor-chefe e fundador do site SupClub. Foto: Reprodução.

 

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