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Expedição Olívia, uma aventura pelo litoral gaúcho
Para homenagear sua filha, Fabrício Souza realiza uma SUP travessia por uma região do Rio Grande do Sul nunca antes percorrida por uma embarcação a remo. Saiba mais.
Fabrício Souza, Expedição Olívia, RS. Foto: Arquivo pessoal.
Fabrício Souza, Expedição Olívia, RS. Foto: Arquivo pessoal.

Minha primeira grande remada de 2017 foi batizada de “Remada Olívia”, nome de minha filhinha linda de 2 anos, pois, toda vez que o papai sai para suas aventuras, ela fica em casa, com aquela carinha, o que inclusive já me fez algumas vezes desistir de uma remada!

 

Mas dessa vez estava decidido a realizar o desafio, que começou muito antes de entrar na água, com a desistência dos parceiros de remada, um por um, devido a compromissos pessoais, contratempos, etc..

 

Mas, como a vontade de fazer a remada e concluir o projeto eram grandes, decidi por conta própria partir solo. Lembrando que não é aconselhável fazer esse tipo de remada (longa), sem apoio.

 

A aventura novamente foi feita no litoral gaúcho, porém, em um percurso novo, nunca antes percorrido por uma embarcação a remo.

 

O plano traçado era percorrer os 44.520 km que separam a lagoa do Marcelino, no Porto.

 

Lacustre, em Osório, da ponte que divide as cidades de Tramandaí e Imbé, no litoral do Rio Grande do Sul.

 

Às 7h da manhã dia 28/01/2017, coloquei o equipamento na água, amarrei o saco estanque com comida e água suficientes para esse percurso, e parti solo da lagoa do Marcelino.

 

Após atravessar pelo meio a pequena lagoa do Marcelino, e o canal que liga a mesma com a próxima lagoa, adentrei nas águas um pouco mais mexidas da lagoa do Peixoto, onde a musculatura do corpo começara a soltar, e estabeleci um bom ritmo e cadência nas remadas.

 

Ao concluir a travessia da lagoa do Peixoto, entrei no conhecido canal que liga o Peixoto à grandiosa lagoa da Pinguela. Canal esse muito utilizado por remadores locais para remadas recreativas e pesca.

 

Ao chegar à lagoa da Pinguela o vento começou a soprar lateral, o que me forçou a remar mais forte na esquerda durante toda extensão da lagoa. Um pouco antes de entrar na lagoa do Palmital, ainda na Pinguela, fiz minha primeira parada de 10 minutos para hidratação, e para trocar a lycra por uma camiseta mais leve, pois o sol começara a ficar forte.

 

Após a breve parada para hidratação e relaxamento dos músculos em terra firme, parti rumo a lagoa do Palmital, lugar lindo como grande quantidade de aves, porém com bastante vento lateral, me obrigando gastar as energias ganhas minutos antes.

 

Após a travessia da lagoa do palmital, adentrei na lagoa das Malvas com vento contra, e com algumas rajadas um pouco mais fortes, onde optei acertadamente por fazer uma remada mais longa e mais pela costa, que naquele momento estava uma pouco mais protegida.

 

Depois de fazer bastante força, cheguei ao Rio Tramandaí, onde optei por fazer uma parada para almoço e descansar por meia hora.

 

Após o almoço, breve alongamento, carregar equipamento, e pá na água novamente, pois ainda tinha metade do rio Tramandaí pela frente entes de chegar a Lagoa do Lessa.

 

Chegando a lagoa do Lessa, o vento lateral deu ar da graça novamente, fazendo com que a concentração e foco no objetivo fossem redobrados, pois o cansaço e as dores começavam a apertar.

 

Após uma exaustiva travessia da lagoa do Lessa, cheguei até a antiga ponte da praia de Atlântida Sul, onde fiz mais uma parada para hidratação e breve descanso, concluindo até esse momento 29 km de remadas.

 

Logo após essa parada parti novamente para perna final do rio Tramandaí, com vento contra, porém, um pouco mais ameno, com foco total no objetivo que era chegar até a lagoa do Armazém, onde minha atenção teve que ser redobrada, devido ao grande fluxo de barcos de pesca, lanchas e Jet Ski.

 

Remada a remada, a emoção e satisfação foram tomando conta de mim, e cada vez que pensava na minha filha, e que aquela remada era para ela, eu ganhava mais força e as coisas iam ficando um pouco mais fáceis.

 

Após cruzar a lagoa do Armazém, avistei a ponte da barra de Imbé, meu ponto de chegada.

 

De muitas travessias que já fiz na minha vida, com certeza essa teve um sabor especial para mim, por ter sido dedicada para minha filha e por ter sido uma remada pioneira para esse percurso e totalmente sem apoio.

 

Agradecimento especial: Família Souza, Cristina Pereira, Olívia de Souza, e aos parceiros de remada Marcio R. Pereira, Cilon Ramos, Mauricio de Souza, André Bless.

 

Aloha!

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