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O paraíso é aqui
Uma expedição pelo sul do Brasil
Na companhia dos canoístas Márcio R. Pereira, Álvaro Walendowsky, e do fotógrafo, Xirú Sander, Fabricio Souza parte para uma incrível expedição de 3 dias de remada pelo Sul do Brasil. Confira galeria de imagens e relato.
O paraíso é aqui. Uma expedição pelo Sul do Brasil. Foto: Xirú Sander.
O paraíso é aqui. Uma expedição pelo Sul do Brasil. Foto: Xirú Sander.

Diariamente nos deparamos com pessoas economizando e juntando grana, contatando agencias de viagens, e se organizando para fazer aquela trip dos sonhos, com intuito de conhecer lugares paradisíacos, surfar boas ondas, e remar em águas cristalinas em meio à natureza preservada.

E claro, não é de estranhar que nesses planos normalmente estejam lugares como Caribe, Havaí, Taiti, Indonésia, e por ai vai.

E o que acontece é que normalmente damos mais valor para outros lugares sem mesmo conhecer com profundidade o que temos aqui mesmo na nossa Região, e com um custo muito menor do que iríamos gastar lá fora.

Pensando nisso, tracei como objetivo pessoal conhecer os lugares mais incríveis e remotos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná.

Dessa vez o local escolhido foi o litoral de Santa Catarina, na cidade de Governador Celso Ramos, onde juntamente com os experientes remadores da canoagem oceânica, Márcio R. Pereira (Osório, RS), Álvaro Walendowsky (Brusque, SC), e o fotografo profissional Xirú Sander (São Leopoldo, RS), planejamos a trip para os 03 dias de remada com dois acampamentos - 05, 06 e 07 de Março.

Compartimentos dos caiaques carregados, com comida, água, e equipamentos em geral para montagem dos acampamentos, partimos da belíssima praia de Calheiros, bem ao lado do já tradicional restaurante do seu Claudir, parada obrigatória na praia de Calheiros, famoso por seus petiscos à beira mar, e local onde deixamos os nossos veículos.

O dia estava lindo, sem vento, e calor, bem diferente do clima que estamos acostumados a enfrentar nas expedições aqui nos pampas gaúchos, com muito vento (nordestão) e frio.

A empolgação e vibe da galera foram aumentando, assim que partimos em direção às belas praias de Ganchos do Meio, e Ganchos de Fora, onde a paisagem realmente é de encher os olhos, com água extremamente limpa, na cor turquesa, com pequenas vilas de pescadores, seus barcos rústicos de pesca, e diversos criadouros de mariscos.

A partir daí a remada começou a ficar mais interessante, pois partimos para águas mais abertas e menos abrigadas, onde o nível e experiência do remador começam a contar. Desse ponto para frente não é aconselhável para remadores iniciantes, ou remar sozinho, pois as condições de ventos e correntes podem mudar de uma hora para outra, e não podemos esquecer que a segurança vem sempre em primeiro lugar.

Chegando a uns 5 km da costa, próximo a Praia de Fora, já avistamos de longe a Ilha Grande, que de acordo com o planejamento seria o nosso local de pouso no segundo dia, no retorno da remada.

Passamos pela ilha e continuamos a nossa remada em direção praia de Palmas, onde passamos na ilha de Palmas, com uma breve parada de 10 minutos para hidratação, e logo em seguida já colocamos os remos na água novamente, em direção às belas praias de Caravelas, Tinguá, e Praia das Cordas, pois o nosso objetivo inicial no primeiro dia era chegarmos até a baia dos golfinhos, cerca de 25 km do inicio da travessia.

Próximo à ponta da armação da piedade foi um trecho bastante bacana, pois avistei uma raia grande, que estava a uns 80 cm de profundidade, e por causa da visibilidade da água eu consegui enxergar ela perfeitamente, parei de remar, e fiquei observando-a por uns 30 segundos, e, ao tentar me aproximar um pouco mais, ela sumiu nas profundezas. Agradeci a Deus por esse momento.

A partir daí a remada começou a ficar tensa principalmente para SUP, pois na região da praia Costeira da Piedade, a uns 6 km da costa, começara a soprar um vento lateral e ondulação forte, que me obrigou a remar com mais intensidade e somente de um dos lados para compensar a corrente e ondulação, e não perder a direção.

Depois de fazer bastante força, chegamos até a ponta da baia dos golfinhos, que de acordo com o planejado iríamos atravessar de ponta a ponta onde a principio seria o nosso acampamento do primeiro dia. Porém, devido às condições, e a noite já caindo, decidimos por segurança voltar uns 3 km até a praia do Sissial, também conhecida como praia do Cecéu, uma enseada pequena com acesso somente por trilhas ou por água, lugar incrível e totalmente preservado, e que para ajudar quebra uma onda perfeita bem na frente. Um verdadeiro paraíso para os amantes do remo e da natureza.

Descarregamos as tralhas dos caiaques, montamos as barracas embaixo das árvores, e comecei a preparar a janta (macarrão com sardinha), pois a galera estava faminta depois de um dia todo de remada.

No dia seguinte, logo após o café da manhã, partimos para uma sessão de surf, bem a frente do acampamento, onde a galera fez a cabeça, e de quebra altas imagens da galera nas ondas.

Na volta do surf, desmontamos o acampamento, carregamos os caiaques, e partimos novamente para a travessia, onde o objetivo agora era voltar todo percurso feito no dia anterior até a ilha grande, que seria nosso local de pouso da segunda noite. No trajeto rumo à Ilha Grande vimos várias tartarugas grandes, que de curiosas ficavam nos observando subindo e descendo o tempo todo.

Também percebi que essa região é muito rica em frutos do mar, pois tem vários pontos de criadouros de mariscos, e muitos cardumes de tainha que de tempo em tempo eu avistava de cima da prancha.

Chegando a Ilha Grande descarregamos os equipamentos e subimos as embarcações em uma pequena trilha, pois à noite a maré sobe e a praia some completamente.

Montamos acampamento no alto da ilha, bem ao lado de um pequeno galpão de pescadores, porém já com alguma estrutura como água doce captada das chuvas por calhas e telhas, pequeno fogão de rabo, e uma cobertura de telha de zinco. A sensação de acampar em uma ilha no meio de muita natureza, céu estrelado e água por toda volta é inexplicável. Essa é uma experiência que com certeza quero repetir.

Preparamos nossa janta com um belíssimo carreteiro campeiro, e peixe que havíamos ganhado de pescadores locais que estavam de saída da ilha, e que me olhavam meio desconfiados se realmente eu havia chegado ali em uma prancha de stand up paddle.

Após a janta ficamos botando conversa fora, apreciando a vista de cima da pedra grande, escutando relatos dos mais experientes em aventuras anteriores por diversos cantos do mundo.

No dia seguinte acordamos cedo, tomamos o café da manhã, e logo desmontamos acampamento e carregamos os caiaques, pois a ideia era contornar toda ilha em que estávamos acampados antes de partir em direção à praia de Calheiros, nosso ponto de partida e final da nossa expedição.

Chegando à praia de Calheiros concluímos assim os quase 50 km de travessia na Belíssima cidade de Gov. Celso Ramos (SC), um verdadeiro paraíso na região Sul do país.

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