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Por dentro do SUP Fishing
Por Babi Brazil em 05/01/17
Babi Brazil, pentacampeã brasileira de SUP race, fala sobre seu envolvimento com SUP fishing e explica quais são os equipamentos necessários para quem quer se aventurar na pesca de stand up paddle.
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Entre um treino e outro, Babi Brazil não perde a oportunidade de se exercitar de uma maneira diferente e garantir a refeição do dia. Foto: Arquivo pessoal.

 

A pescaria foi o que me levou a remar de SUP. Esse foi o meu interesse principal para subir numa prancha e remar.

 

Sempre tive contato com a pesca desde muito pequena. Na ilha de Itaparica, onde passava as férias quando criança, saia pra pescar com a minha varinha nas pequenas poças que se formavam na maré seca, costumava mariscar a noite com meu pai, pegavamos camarão e peixes pequenos; mergulhava em apneia com alguns amigos e pescavamos polvo e lagosta.

Com essa experiência aprendi a entender as marés, ventos, correntes e principalmente conhecer os peixes e seus hábitos.

 

Antes de conhecer o SUP, eu tive acesso ao paddleboard graças ao meu amigo e ídolo Mauricio Abubakir, que fabricava esse tipo de pranha aqui na Bahia. Ele pescava de paddleboard desde aquela época e um dia fisgou um Xareu de 15 kg. Essa façanha atraiu o interesse dos remadores surfistas aqui na Bahia e começamos a remar juntos pra pescar. Foi ai que conheci Gustavo Kombi, Takito Adachi, Cly, Jairo e Rogerio Flores e Ptolomeu da Mamute.

 

Desenvolvendo a ventosa

 

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Gustavo Costa, o "Kombi", é um dos pioneiros do SUP Fishing no Brasil. Foto: Arquivo pessoal.

No início a adaptação para posicionar as varas nas pranchas era feita atraves de inserts, tais como: tubos, conexões de roscas internas, copinhos etc, de forma que as pranchas precisavam ser furadas e adaptadas, o que dava um pouco de trabalho e limitava a posição do equipamento.

 

Eu, que tenho uma veia de “professor pardal” e uma coleção de ferramentas, comecei a tentar desenvolver um dispositivo com ventosas que fixasse o equipamento na prancha sem precisar fura-lá e que pudesse ser usado em qualquer prancha.

 

Fiz um armengue com umas ventosas (daquelas de banheiro), tubos de PVC e o escambau! Fui pro mar e no primeiro puxão a gambiarra foi arrancada e tive que pular na agua pra não perder minha vara e carretilha, e ainda perdi o peixe (risos), saí do mar e encontrei meu amigo Ptolomeu que me aconselhou a usar as ventosas utilizadas para carregar placas de vidro e porcelanato.

 

Fiz o primeiro protótipo e deu certo. Desde então essas ventosas foram aperfeiçoadas e patenteadas pelo Gustavo Costa, o "Kombi", na versão alumínio e aço inox, mono ou dupla, com lugar para fixar a fisga, o que tornou o SUP fishing muito mais prático, confortável e seguro.

 

Experiência no SUP fishing

 

A modalidade que praticamos aqui na Bahia é a de corrico, ou seja, remar sem parar numa velocidade ideal para fazer a isca artificial trabalhar e atrair o peixe. Isso proporciona um bom treino recuperativo e quem sabe um ótimo almoço ou jantar.

 

A fisgada, em minha opinião, é o momento mais emocionante. É quando o peixe morde a isca e a carretilha soa o alarme, e a vara se enverga. Aí começa a fase de trabalhar o peixe. Através da regulagem do freio da carretilha, aos poucos, se recolhe a linha e o peixe aparece. A depender do peixe, a espera é longa, como o caso de um beijupirá que fisguei uma vez em Praia do Forte. Demorou 2h e meia pra subir e me arrastou por 8 km. A briga terminou quando minha fisga (feita com cabo de vassoura e anzol 5) quebrou na bocarra do bicho e ele se mandou.

 

É preciso ter habilidades com o equipamento, manusear uma carretilha e vara com peixe na linha em cima da prancha exige o minimo de experiência. Sempre bom ter cuidado com o peixe fisgado, ele pode machucar (dentes ou esporoes), ter cuidado com os anzois da isca artificial que podem se soltar na direção do pescador e, principalmente, manter os pés em cima da prancha, pois além do peixe fisgado podem estar por perto outros interessados, e um pezinho dando sopa pode ser interessante!

 

Já peguei, perdi e soltei muito peixe nesses poucos anos de SUP fishing. O interessante é que cada dia é um dia, cada peixe é diferente, e essas coisas só se aprendem fazendo.

 

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Prancha equipada para a pesca de stand up paddle: atividade une exercício e pesca. Foto: Babi Brazil.

 

EQUIPAMENTOS

 

Prancha - Uma prancha ideal é a que permita ao remador manter uma velocidade média entre 6 a 8 km/h. Mas tudo depende da experiência/habilidade do remador/pescador. Quem já tem boa experiência de remada pode optar pelas races que são mais rápidas ou, quem não quer um SUP tão “arisco”, pode optar por pranchas mais largas, que são mais confortáveis, mas tudo depende da experiência/habilidade do remador/pescador.

 

Ventosa - Ventosas de alumínio com porta varas de inox são a melhor opção e podem ser usadas em qualquer prancha com superficie lisa. Mono ventosa é mais versatil, pois pode ser posicionada em bicos de qualquer formato. A ventosa dupla só funciona bem em superfícies planas.

 

Vara de pesca - Opte pelas menores, pois as varas grandes balançam muito na prancha. Tipo de ação média, pois ajuda na fisgada de corrico e pesada (7 a 13 kg) para garantir resistência se for um peixe de médio porte, que são os mais comuns no supfishing. Eu gosto das de carbono, pois são mais leves que as de fibra e quanto menos peso na prancha, melhor a pescaria.

 

Carretilha ou molinete? Prefiro as carretilhas, são mais confortaveis de manusear, e possuem alarme, mas os molinetes também servem. Fica a critério do pescador. Para o SUP fishing não precisa ser muito pesada nem grande, uma média de 200 a 300 metros de linha é suficiente.

 

Iscas - Existe uma infinidade de iscas, com tamanhos, cores e caracteristicas de ratling (chocalho) e profundidade diferentes. Os resultados aqui são bons com iscas que variam de 5 a 12 cm e media profundidade, mas às vezes as de superficie surpreendem.

 

Fisgas - Indispensável na pescaria, pois com ela o peixe será puxado pra fora da água. Existem fisgas de todos os tamanhos e para o SUP fishing uma pequena já resolve. As de alumínio são mais leves

 

Faca - Muito importante. A faca é utilizada para qualquer emergência (cortar linha, cordas etc) e “acalmar” o peixe, evitando machucar o pescador quando está em cima da prancha.

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