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Kauan Terra
Por Luciano Meneghello em 31/08/16
Aos 14 anos, Kauan Terra se consagra no Brasileiro de SUP, na Praia Mole, como nova força do Wave nacional. Conheça um pouco mais sobre sua história.
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Pressão nos profissionais: Aos 14 anos, Kauan Terra mostrou um surfe de gente grande em Florianópolis. Foto: James Thisted.

O Praia Mole Wave Challenge, primeira etapa do Circuito Brasileiro, encerrada no último final de semana em Florianópolis (SC), está sendo apontado por muitos como o campeonato nacional de SUP Wave com mais alto nível técnico desde 2009, quando foi realizado o primeiro torneio nacional da história da modalidade.

De fato, desde a primeira bateria ficava claro que o esporte e seus praticantes seguiram uma evolução tão vertiginosa quanto a popularização global do stand up paddle. E, em meio a todas essas feras, um garoto de apenas 14 anos recém completados impressionou a todos com suas performances pra lá de radicais. Seu nome, Kauan Terra.

Local de Ubatuba, litoral norte de SP, Kauan nasceu na capital, longe do mar, e visitava a praia apenas nas férias de verão. Aos 11 anos, mudou-se com a família para o litoral e a cidade de veraneio tornou-se moradia.

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Antes de se tornar um atleta de SUP, Kauan já mostrava, no jiu jitsu, que tinha "veia de compeditor". Foto: arquivo pessoal.

O garoto passou então a se dedicar integralmente às ondas, praticando regularmente SUP Wave e também surfando de pranchinha. Kauan, que desde cedo mostrou que tinha veia esportiva ao conquistar bons resultados em competições de jiu jitsu, ficando, inclusive, em terceiro lugar no campeonato brasileiro realizado no Rio de Janeiro, ganhando um pan-americano entre outros resultados, logo se destacou nas competições locais de SUP.

Aos 12 anos Kauan fez sua estreia no circuito municipal de surfe de Ubatuba e, sendo a única criança a competir entre os adultos, conquistou a terceira colocação, ficando atrás apenas de dois grandes atletas adultos e competidores veteranos.

Não demorou para a comunidade do SUP de Ubatuba perceber o potencial do garoto e nomes como atleta local Fabio Tavares passaram a ajudar bastante Kauan, sempre dando toques sobre execução de manobras, postura, uso do remo, o que foi de grande valia para o garoto.

A família também desempenhou um papel muito importante em sua formação como atleta. Seu pai, Marco Antonio, programou a primeira viagem internacional de Kauan nesse mesmo ano, onde o jovem talento teve a possibilidade de surfar ondas de sonho na Nicarágua.

Desde então, a evolução de Kauan tem sido constante. E, apesar das poucas competições de SUP Wave, seus treinos seguiram firmes. Kauan faz plilates para fortalecimento e equilíbrio e tem acompanhamento de uma nutricionista. Estuda inglês e vai à escola regularmente, tendo que cumprir a meta de uma hora de estudo por dia, pois esta foi a condição imposta por seus pais para poder surfar sempre e seguir a carreira de competidor.

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Presença constante na vida de Kauan, seu pai, Marco Antonio, é seu maior apoiador e incentivador, mas desde que o jovem talento esteja em dia com os estudos. Foto: James Thisted.

 

E assim, ele vem se destacando cada vez mais nas competições. Em 2015 ficou em 3º lugar no Ubatuba Pro Surf (categoria Open); foi campeão na categoria Sub 12 na etapa do Sapê no Campeonato Brasileiro de Wave; ficou em 3º lugar no Campeonato Medina (cat. SUP Wave), encarando uma final com Carlos Bahia e Márcio Grilo e fez pódio em todos os SUP Treinos realizados em Ubatuba. Este ano, Kauan foi um dos destaques na primeira etapa do Circuito Paulista de SUP Surf, onde conquistou a primeira colocação na categoria Open e foi vice-campeão na Mirim.

Na etapa do Brasileiro em Florianópolis Kauan mostrou que deixou de ser uma promessa para se tornar realidade. Ele foi campeão da categoria Junior, campeão da categoria Amador e quarto colocado na Profissional. E vale ressaltar, aos 14 anos!

Sim, o mar estava pequeno no Brasileiro o que, em tese, favorece um garoto leve com ele. Mas, leveza não basta para conquistar resultados tão expressivos em uma competição de nível tão alto. É preciso muito surfe no pé e veia de competidor. Isso ele mostrou que tem. Não resta dúvida de que temos em nosso esporte alguém com potencial para projetá-lo muito além daquilo que vemos hoje. Oxalá que sua evolução seja orientada de uma forma natural e inteligente. O stand up paddle só terá a ganhar com isso.

 

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Luciano Meneghello é fundador e editor chefe do site SupClub. Foto: Reprodução.

 

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