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Circuito Brasileiro
Tops do SUP Wave em análise
Por Luciano Meneghello em 29/11/16
A poucos dias da realização da última etapa do Circuito Brasileiro de SUP Wave, em Balneário Camboriú, nosso editor avalia as chances entre os principais concorrentes ao título de 2016. Confira.
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Balneário Camboriú será palco do último capítulo de uma disputa emocionante. Foto: Reprodução.

 

Nos dias 02, 03 e 04 de dezembro, Balneário Camboriú (SC) receberá a última etapa do Circuito Brasileiro de SUP Wave, o “Mormaii Apresenta Circuito Embraed”, que estava previamente anunciado como etapa do Catarinense, felizmente, após um esforço conjunto entre organizadores e Confederação Brasileira (CBSUP), foi transformado na pernada final do circuito nacional garantindo a presença dos melhores SUP surfistas do Brasil novamente em águas catarinenses para as diputas que terão início no sábado (03). 

 

Será uma grande festa do esporte. Neste final de semana conheceremos os campeões brasileiros de SUP Wave nas categorias Profissional, Master, Super Master, Amador, Junior e Kids. Sem dúvida uma grande festa do esporte.

 

Com a realização das duas primeiras etapas, Florianópolis e Jacaraípe, o funil apertou mais ainda e a lista de provaveis favoritos ao título ficou menor, ainda que não descarte uma surpresa. Improvável, mas não impossível.

 

No entanto, tendo em vista que esta será uma etapa "1 estrela", a distância entre os mais bem pontuados fica maior, sobretudo no caso do primeiro colocado, Leco Salazar. Não é exagero dizer que o santista está com "uma mão na taça". Se ele chegar à final entre quatro atletas, ninguém mais o alcançará.

 

Fazendo as contas e reconhecendo a vantagem de Leco, chego à conclusão de que o título será disputado entre esses quatro caras aqui:

 

LECO SALAZAR

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Leco Salazar durante o Fiji ISA World SUP and Paddleboard Championship 2016. O santista está a um passo do bicampeonato brasileiro. Foto: ISA / Reed.

É o franco favorito. Após assistir às duas primeiras etapas, afirmo que o Leco está no auge de sua carreira. Como escrevi lá no começo do ano, ele precisaria modernizar seu surfe para brigar de verdade pelo título. Bem, ao que parece, o santista fez a lição de casa direitinho e aliou modernidade à sua consagrada leitura de onda (quem lembra do tubo impossível na Praia Mole?) temperada pelo estilo refinado que é marca registrada da família Salazar.

 

ADRIANO TRINCA FERRO

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Adriano Trinca Ferro vai surfar em casa e com o apoio da torcida. Foto: arquivo.

O Trinca é um dos maiores ídolos do SUP Wave brasileiro por uma razão muito simples: Ele quebra! Mas não é só isso. Trinca vai competir em casa e é um atleta que absorve muito bem a energia da torcida. No entanto, no retrospecto de 2016, percebo que nas duas primeiras etapas, ao ele teve atuações incriveis, mas caiu de produção quando chegou às finais. Cansaço? Falta de concentração? Ou simplesmente falta de sorte na hora “H”? Bem, em Balneário veremos um novo capítulo dessa história e se tem um cara em quem o Leco tem que ficar de olho, com certeza é esse cara aqui.

 

LUIZ DINIZ

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Luiz Diniz, na minha opinião, tem o surfe mais moderno do Tour nacional. Foto: Silvia Winik.

Ainda é meu SUP surfista brasileiro favorito. Falo isso sem demérito algum aos demais Tops do SUP nacional, afinal, todos que estão na elite do esporte tem o mesmo nível. Essa é apenas uma questão subjetiva e de preferência minha. Pra mim o Diniz tem o surfe mais moderno do Tour e sabe usar a borda muito bem.  Essa combinação de power com progressividade é aquilo que os juízes mais gostam de ver.  No entanto, a sua regularidade precisa ser melhor trabalhada.

 

WELLINGTON REIS

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Parada dura em qualquer bateria, Wellington Reis venceu esse ano em Balneário. Foto: James Thisted.

Se você quer aprender a fazer uma linha de SUP surfe bonita deve prestar atenção nesse cara aqui! Sério, os cut-backs que o Wellinton aplica são de uma precisão cirúrgica. Ninguém faz igual. Tem um power surfe de responsa e venceu esse ano nessa mesma praia, durante uma etapa do Catarinense. Matematicamente, suas chances de conquistar o título brasileiro são as menores entre os quatro favoritos, mas, com tanto talento em jogo e uma previsão animadora de ondas para o final de semana, ele pode roubar a cena sim.

 

Claro que temos outras feras muito perigosas entre os primeiros do ranking e, ainda que matematicamente distantes do sonhado título, podem fazer um belo estrago, com chances reais de vitória: Ian Vaz, Kauan Terra, Lucas Medeiros, Carlos Bahia Caio Vaz são quem, ao meu ver, tem mais chances de vitória. Mas ainda temos que ficar de olho em Kainoa Teixeira, Felippe Gaspar, Jeferson Comaru, Evandro Santos e Marcio Grillo. Além destes, tem mais um cara que ainda não conseguiu mostrar tudo que sabe, que é o Junior Lisboa.

 

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Sendo a única das favoritas a participar das três etapas de 2016, Aline Adisaka está a um passo de conquistar o título esse ano. Foto: Luciano Meneghello.

Já entre as mulheres, o título está praticamente garantido a Aline Adisaka. Isso porque suas grandes rivais, Nicole Pacelli e Lousie Frumento, tem apenas uma etapa computada e, como não haverá descarte de etapa, Madu Lula e Gabriela Sztamfater são efetivamente as adversárias com pontuação mais próxima de Aline, no ranking. Ambas, no entanto, ainda não alcançaram o mesmo nível técnico em que se encontram Aline, Nicole e Louisie, ainda que, como acontece em toda competição de surfe, a vitória só está confirmada após o toque da buzina!

 

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Luciano Meneghello é fundador e editor chefe do SupClub. Foto: Reprodução.

 

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