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Foil Board #3
Asas Cariocas
Por Alex Araujo em 04/09/18
A diversão do foil nas ondas é exatamente surfar as ondas que você não surfaria sem o foil
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Bezinho Otero. Foto: @betonoval_photos

 

O foil board virou febre no Brasil, e seu avanço tem um crescente que anda paralelo ao sup e ao surf.

Estamos fazendo uma série de matérias com os atletas que estão desenvolvendo esta prática em seus locais de treino. Esta semana batemos um papo com o carioca e ex-atleta da elite do SUP Race Bezinho Otero que é um dos pioneiros do Foil na região.

Como você vê o crescimento do Foil no Brasil?

O crescimento do foil é algo interessante. Não vejo crescendo tanto quanto foi o boom do Standup, até porque não encaro como um novo esporte. No caso, uma nova modalidade dentro de vários esportes, como no Standup, surf, kitesurf, windsurf, na vela o crescimento se dará pelas diversas modalidades em que o foil poderá ser utilizado. Nos esportes que não utilizam o vento, como o surf e o Sup race ou wave, a dificuldade de aprendizado e a chance de se machucar sério espanta um pouco os novos entrantes.

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Bezinho Otero. Foto: @betonoval_photos

 

O Foil além de diversão, traz uma outra perspectiva dentro d’água, explique sobre a relação do foil com os outros esportes no line up?

 

A diversão do foil nas ondas é exatamente surfar as ondas que você não surfaria sem o foil. Se manter longe dos demais no line up é quase que uma regra, ainda mais quando não se tem controle total do equipamento que está em suas mãos. Tivemos muitos problemas no início do Standup com desavisados, que não entendiam o funcionamento do line up no surf, causando raiva nos demais amigos na água porque era muito mais fácil pegar uma onda, entrava-se muito mais fácil, podendo pegar sempre a melhor. A diferença no foil é que, em uma série de 3 ondas, o foil consegue pegar as 3 (risos)!

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Bezinho Otero. Foto: @betonoval_photos

 

Existe alguma diferença entre as pranchas?

 

Existe sim. O conceito é diferente das pranchas normais. A tendência é que quanto menor e mais estreita, melhor. Se ela pudesse ter o tamanho exato da distância entre onde se coloca o pé da frente e o de trás seria o ideal. Durante a pratica, o que fica em contato com a água é o foil e não a prancha. O problema que para entrar na ondulação você precisa de um volume mínimo, que é compensado na espessura da prancha (são grossas mesmo!), para que elas consigam entrar no vagalhão. É uma prancha diferente, que tem sua função no conjunto e por isso está em constante evolução juntamente com os mastros e asas do foil.

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Bezinho Otero. Foto: @betonoval_photos

 

O foil também foi bastante usado para as travessias nas competições de downwind, isso trás novas possibilidades para os atletas de SUP?


Com certeza! Para os atletas de Supwave que não tem muita paciência para remar longas travessias, passa a ser um estimulo pois é possível surfar de verdade os bumps. É possível ficar muito tempo mesmo em um bump sem dar nenhuma remada, apenas entendendo a dinâmica do oceano.

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Bezinho Otero. Foto: @betonoval_photos

 

Onde você prática foil no Brasil?

 

Pratico na Barra da Tijuca porque é onde guardo meu material e me facilita não ter que ficar montando e desmontando toda hora. Mas o paraíso do foil é a Costa Verde, entre o Rio de Janeiro e São Paulo onde tem-se praias de tombo que proporcionam ondas quilométricas, cheias e fundas, para não encalhar com o foil.


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Bezinho Otero. Foto: @betonoval_photos

 

Qual pranchas você está usando?

 

Atualmente tenho uma prancha 4’11 e um SUP 6’10, ambas da Hotstick, shapeadas pelo Victor Vasconcellos. Mas já estamos fazendo outros menores buscando sempre a evolução.

 

Quais os perigos do Foil?

O foil é extremamente perigoso. Tanto para quem está no comando dele quanto para as pessoas que estão em volta. Para quem está em cima da prancha, existe uma tendência da prancha fazer um “flip” no seu pé e você ir de cara no foil. Já para as pessoas que estão por perto, é um acessório cortante que se bater em alguém, pode causar sérios traumas.


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Bezinho Otero. Foto: @betonoval_photos

 

Qual conselho você dá para os novos adeptos?

Que iniciem no esporte usando uma lancha ou um jet ski. A velocidade constante ajuda no entendimento do equipamento. Na onda é muito diferente. pois é preciso utilizar a energia da ondulação na maioria do tempo. Fora isso, que respeitem o lineup e pratiquem em lugar que não tem ninguém surfando por perto!

Aloha!!

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