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Direto da Indonésia
Black trunk Brazuca
Por Alex Araujo em 07/08/18
O big Rider e fundador do SUP no Brasil Jorge Pacelli, embarcou para Indonésia e pegou ondas de responsa em vários reef breaks.
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Entre um swell e outro Jorge Paccelli arrumou um tempo para conversar com o SupClub. Foto: Divulgação

 

Esta últimas semanas as conversas  e notícias sobre o surf, rondaram  sobre o big swell que atingiu a Indonésia. Várias matérias foram publicadas sobre ondas gigantes e picos quebrando com cindições épicas.

O big Rider e fundador do SUP no Brasil Jorge Pacelli, embarcou para Indonésia e pegou ondas de responsa em vários reef breaks.

Em uma folga durante sua buscas pelas big waves, bati um papo com ele sobre SUP, Tow-in e Big surf.

Jorge você é não é um dos prercusores e sim o prercursor do SUP no Brasil, nos conte um pouco desta história?

Na verdade conheci o SUP no Hawaii e achei muito legal, comecei usar para fazer treinos de remada e equilibro para ajudar na minha performance de surf, bug surf e tudo o que eu praticava na época. Até que comecei a pegar minhas primeiras ondinhas e me encantei.

 

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Jorge e seu primeiro SUP Rescue. Foto: Arquivo Pessoal

 

Meu primeiro sup wave foi uma prancha Rescue 11’11” que ganhei na Califórnia. A prancha não era muito adequada então senti falta de um equipamento melhor. Como não existia sup no Brasil, resolvi fazer um eu mesmo. Encomendei um bloco de isopor com o falecido Flávio La Barre que me entregou no Guarujá e me baseei num longboard com medidas exageradas. Acabou ficando muito legal. Como já fazia as pranchas de tow in, aí nasceram os SUPs Pacelli Model. Esse sup eu levei para o Peru na intenção de surfar ondas grandes em Pico Alto e foi êxito total, tanto que um amigo meu surfista de ondas grandes ficou alucinado e quis comprar. Acabei vendendo e pra quem não sabe aí foi o início também do sup no Peru. 

Ao voltar ao Brasil encomendei outro bloco e aprimorei mais a segunda prancha que ficou muito melhor que a primeira, já com um desenho mais radical que um longboard.

Depois disso fui pioneiro também em surfar a pororoca de sup e as encomendas não pararam de entrar. 

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Jorge Pacelli Pororoca. Foto: Arquivo Pessoal

 

Em algumas vezes nas ilhas havaianas pude ver o SUP auxiliando os salva-vidas em algumas praias,  você enxergou o SUP como esta ferramente, já que no tow-in você também sempre foi envolvido em missões aquáticas?

Eu sempre vi o SUP como um tipo de prancha para diferentes situações, para somar nos esportes aquáticos, como treinos, surfar em dias de ondas pequenas, remadas e também no propósito de pegar ondas grandes, pois com um bom Sup-Gun e um remo você leva vantagem para entrar na onda. Acho resgate um pouco complicado pois quando se trata de resgate aquático você em pé em cima da prancha fica pouco confortável. Ainda prefiro as pranchas rescue em que ambos vão deitados. 

 

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Jorge Pacelli é muito respeitado em ações aquáticas para o big surf. Foto: Arquivo Pessoal

 

Como você vê o crescimento do esporte no Brasil, e também pelos lugares no mundo onde você passa?

O SUP com certeza cresceu muito em pouco tempo pela sua diversidade. Pode ser usado em mar, rios, represas e lagos tanto como objeto de recreação quanto de performance e treinamentos, por isso acredito eu nesta explosão pelo mundo, tanto em regiões litorâneas quando interior.

 

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 Jorge Pacelli Foto: Divulgação.

 

Você foi um dos primeiros a fazer ton-iw no Brasil o que lhe deu muita experiência em várias ondas temidas mundo afora, acha que o sup wave emplaca nas big waves, já que sua filha Nicole Pacelli, vem cada vez mais puxando o limite do esporte?

Acho que por gostar de ondas grandes a vida toda comecei fazer tow in para ultrapassar meus limites no tamanho das ondas. O SUP me ajudou a treinar e pegar ondas grandes sem auxílio do jet ski. Minha filha Nicole ao subir pela primeira vez no meu SUP teve amor à primeira vista. Fiquei muito orgulhoso em ser precursor deste esporte no Brasil e ver minha filha conquistar todos os tipos de títulos possíveis na modalidade: paulista, brasileiro, mundial Isa e mundial profissional, assim como ser a primeira mulher a surfar Jaws de sup e ano passado ser indicada e a única nas três modalidades (sup, tow in e remada) no XXL wave award que na minha opinião deveria ter vencido pois demonstrou best performance sendo completa na água em condições extremas. Surfou, fez tow e sup. Não é por ser minha filha mas a Nicole está passos à frente de qualquer outra mulher no mundo dentro d’água porque com qualquer tipo de prancha ela realmente surfa. 

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Jorge Pacelli e Nicole comemorando seu primero título Brasileiro.

 

Para finalilzar conte um pouco de sua trip e as ondas que você surfou durante este swell épico na Indonésia, conseguiu pegar alguma onda de SUP?

Realmente estava no lugar certo na hora certa e peguei este swell épico da com ondas enormes. Nunca pensei em pegar esse tamanho na Indonésia .Temos um quartel general no Puri Asu Resort dos meus amigos Marcelo Noto e Steve Levine que sem eles seria impossível o surf aqui nestas condições extremas. Deixo meus equipamentos aqui guardados no Resort, e quando cheguei meu sup 10 pés Gun estava quebrado devido um acidente durante as construções do Resort, então não consegui usá-lo, foi uma pena. Então fizemos só tow in em ondas que ultrapassaram 25 pés, num dia inesquecível que ficará na memória de todos.

 

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Jorge Pacelli Foto: Divulgação.

 

Deixe um recado para os leitores do SupClub:

Leitores do sup club, fico emocionado em poder ter ajudado neste esporte tão maravilhoso e desejo que todos possam desfrutar de momentos de diversão máxima pois é isso que sempre penso em meus mais de 40 anos de surf: ficar bem com a natureza e aproveitar este mundo saudável. Respeitar o mar e as águas acima de tudo, que foi o que sempre tentei passar para minha família, por isso somos a família Pacelli. Aloha!!!

 

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