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Cabra de Peste
Ceará terra do vento e do surf!
Por Alex Araujo em 17/09/18
Ygon Maia paulista radicado no Ceará há treze anos fala sobre a cena do sup no estado, e também sobre o swell épico que balançou todas as bancadas de coral do litoral.
Ygon Maia Praia Mansa. Foto: Divulgação
Ygon Maia Praia Mansa. Foto: Divulgação

Confira a entrevista:

Como você vê a evolução do sup wave no Ceará?

 

A evolução tem sido constante nesses últimos anos. Com a melhora dos equipamentos, os supistas tem se dedicado mais a modalidade. A nova geração está vindo com tudo. Infelizmente, durante grande parte do ano, o nosso litoral é banhado por fortes ventos, o que prejudica a nossa situação. Temos praticamente oito meses de vento por ano e uma curta temporada com aproximadamente 4 meses de ondas. Os mais dedicados acabam enfrentando as difíceis condições com vento maral na casa dos 20 nós. Mas ainda sinto falta da nova geração surgir para tentarem evoluir ainda mais o nível do Sup wave cearense. Temos boas representantes no Sup wave feminino, com atletas como Carol Barcellos, Kilvia Cardoso que vem representando nosso estado de forma significativa.


Qual local de treino diário?

O meu principal pico de treino é na Praia do Futuro em Fortaleza. É o nosso quintal de casa, que normalmente tem sempre uma brincadeira, apesar do vento ser maral. A gente sabe que o segundo o litoral semestre e banhado por fortes ventos dificultando a prática do sup wave. Mas a partir de dezembro, maio, temos uma boa condição para o esporte. Próximo a região de Fortaleza temo locais como Praia do Futuro, Ponte Metálica, Praia de Iracema, boca da Barra do Ceará e Porto das Dunas.

Lembrando que a partir de dezembro, inicia o período de chuva no Ceará. O vento diminui e as ondulações de Norte começam a encostar no estado. As bancadas de pedra começam a funcionar. Aí temos picos como Paracurú, Taiba, Pecém, Icaraí como os principais locais para treinar.

Qual prancha está usando?

Estou usando as pranchas feitas pelo mestre Neco Carbone, em parceria com a FGlass na parte de laminação e com apoio também da Phoenix Teccel que fornece os blocos de epoxi. Além disso tenho um apoio da Pena que me ajuda com a parte de vestuário.

Como estão as competições no estado?

As competições estão a todo vapor no nosso estado. A ASUP-CE vem fazendo um excelente trabalho, incentivando nosso esporte com as competições de SUP Race e Sup wave, além de atividades recreativas, passeios ecológicos, travessias, implantação de stand up paddle na vida de pessoas com deficiência física e mental. O circuito cearense está super sólido. Ano passado tivemos 5 etapas na modalidade wave, e esse ano já tivemos 3 etapas, e o circuito já está finalizado. O race esse ano está se não me engano na 4 etapa. Acho que agora em outubro também tem o W2 downwind, então o esporte está em ascensão constante e a associação está de parabéns.

Me consagrei vice-campeão ano passado e vice novamente este ano

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Pesqueira, Ygon Maia. Foto: Divulgação

 

Recentemente um grande swell quebrou aí no Ceará e várias bancadas funcionaram, qual onda você surfou e qual o pico que mais lhe impressionou?

Essa última temporada de ondas foi alucinante. Tivemos vários swells que atingiram o litoral.

Todas as bancadas de pedras que ficam adormecidas durante a maior parte do ano, acordaram.

Tivemos uma semana de Carnaval alucinante com altas ondas. Duas semanas depois tivemos a primeira etapa do Cearense de sup wave no Paracurú, e coincidiu com um swell alucinante na Praia do Ronco do Mar. Direita Perfeita para seis manobras com ondas variando entre 1 metro e 1 metro e meio. Nesse campeonato, a previsão já apontava que na outra sexta-feira feira haveria outro swell maior, que bateu no dia 2 de março. Pelo gráfico a previsão estava bem acima do normal. E foi realmente na manhã de uma sexta feira (2/03) que essa ondulação encostou.

Fui para a praia da Pesqueira na Taíba. Bancada de pedra, direitas grandes e extensas. Esse era o cenário. Foi o swell histórico

Estou há 13 anos no Ceará e ainda não havia visto ondas como aquele dia.

No Paracurú, a galera falou que cabia uma caminhonete nos tubos. Nas bancadas dos outsides.

Outro pico que chamou a atenção foi o Morro do Chapéu, mas havia um crowd intenso e ondas de 3 metros, tubulares. Acabei surfando na pesqueira com ondas de 2,5 metros pois lá tem um canal para facilitar a entrada.

ALOHA!!

 

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