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E aí, aonde estou mesmo?
Entendendo a bússola
Por Alex Araujo em 05/09/18
Não raro também é ouvirmos a seguinte expressão: “Ah se eu tivesse uma bússola! Não teria me perdido!”.
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Douglas analisando os mapas para poder traçar a melhor navegação. Foto: Divulgação.

 

Não é muito raro ouvirmos histórias de remadores das diversas modalidades que se viram envolto por um nevoeiro e quase se deram mal, uma embarcação passou raspando, quase foi parar nas pedras, ou muito longe de onde se queria chegar ou voltar para a segurança da sua base.

 

Não raro também é ouvirmos a seguinte expressão: “Ah se eu tivesse uma bússola!  Não teria me perdido!”.

Será mesmo?

Uma bússola para ser bem usada tem que ser entendida.

A primeira coisa que pega para quem simplesmente lê a bússola é que ela aponta sempre, sempre para o norte magnético da terra, não para o norte verdadeiro. Em cartas náuticas, a principal rosa dos ventos refere-se ao norte verdadeiro. Se usarmos uma outra ferramenta que tem a rosa dos ventos, como por exemplo o google Earth, também apontará para o norte verdadeiro. Portanto a bússola te levaria para um lugar bem diferente do esperado.

E essa variação e grande? Cada lugar tem uma, mas apenas para referência, no Rio de Janeiro é de cerca de 22 graus Oeste. É bem significativa em termos de navegação.  

 

Outro ponto também é que senão conhecermos o local que remaremos, navegaremos, não será possível determinar a nossa rota, e aí, não adianta saber onde é o Leste, Oeste, Norte ou Sul, se não sabemos para onde iremos.

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E aí, aonde estou mesmo? Foto: Divulgação.

 

E o terceiro ponto que abordaremos refere-se as referencias de localização. Um exemplo claro, voltando ao caso do nevoeiro. Imagine a seguinte situação: Estamos remando e de repente somos pegos por um nevoeiro ao sair para uma remada de alguma praia da Barra da Tijuca. O litoral do Rio, na sua grande maioria é voltado para o Sul (verdadeiro). Portanto, com uma bussola, apontarei para o Norte (verdadeiro) e chegarei de volta a praia. Mas não necessariamente na praia da Barra.  Muitos elementos estão envolvidos para fazer a derivação da canoa, do SUP, do caiaque, por exemplo, ventos, marés, ondulação entre outros fatores.

 

E ai percebam no esquema abaixo, como uma simples corrente de Leste poderia levar a embarcação para bem longe, em um estremo, ate Ilha Grande, Paraty.

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E aí, aonde estou mesmo? Foto: Divulgação

 

Como devo proceder para usar uma bussola?

Resumidamente: Existem os pontos de visada e para uma localização mais precisa possível, serão utilizados 3 pontos de visada buscando o ponto mais alto que se consegue enxergar , fazendo um triangulo de localização. Isso deve-se ao fato de muitas vezes a popa derivar e a proa continuar apontando para o mesmo ponto.

Além disso, usando esses pontos com uma carta náutica, poderemos pedir auxilio para resgate no caso de necessidade de forma muito mais acurada, informando nossa latitude e longitude, o endereço do mar.

O mais importante e se aperfeiçoar, buscar conhecimentos e ai sim se lançar ao mar de forma consciente e segura.

Saber onde se esta e dever de todos que vão para o mar!

No próximo artigo, falaremos de navegação em nevoeiros, talvez a situação mais perigosas no nosso dia a dia!

 

Aloha,

 

Douglas

Remador e Mestre Amador

 

 

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