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Lobos do Mar
Experiência de vida no esporte
Por Alex Araujo em 06/11/18
Confira esta série de matérias com os remadores mais "experientes" do Brasil.
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Jorge Brito Foto: Arquivo

 

Kahuna era o título que se dava no Havaí a um sacerdote, experiente, maestro ou conselheiro. Os nativos Havaianos seguem usando este termo neste contexto. Um kahuna nui era um sumo sacerdote.


No meio dos esportes como o surf e hoje também no SUP usamos este título para nossos remadores mais experientes, e que já possuem muito anos de experiência nas costas.

Acompanho o circuito Brasileiro de SUP desde seu começo e sempre vi passar pelas águas muitas histórias que me chamavam atenção. Devido o SUP ser um esporte relativamente mais fácil de se praticar muito sessentões e por aí a cima se aventuraram nas águas e no embalo das remadas.

Peter Knight , Rubinho, Mario Lino, Jorge Brito e muitos outros são estão sempre que podem participando dos eventos tanto no Rio de Janeiro quanto em outros estados, mas dois remadores sempre me chamaram atenção, então decidi fazer uma série de matérias com estes “lobos do mar”.

Esta semana Bati um papo com Jorge Brito, para saber um pouco mais sobre este estilo de vida, treinos e a visão dele sobre o SUP Brasileiro.

Confira:

NOME: Jorge Luiz De Britto

 

IDADE: 62 Anos

 

5 Anos de SUP

 

PICO DE TREINO: Porto Da Barra e Itacimirim

 

 

SUPCLUB: Você sempre esteve presente em vários eventos da CBSUP e outros pelo Brasil, como está enxergando o crescimento do Esporte?

                                                                                                                                                                                 

JORGE BRITIO:  Stand up Paddle é um esporte relativamente novo no Brasil e vem crescendo de uma forma assustadora, tomo como exemplo a nossa raia de treino aqui em salvador, no Porto da Barra a cada dia os praticantes do SUP aumentam, é um esporte muito dinâmico e gostoso de praticar. O que me preocupa são os atletas profissionais que por falta de patrocínio não conseguem viver só do esporte, tendo que se virar para se manter com alimentação e suplementação adequada, pagar taxas de inscrição, passagens aéreas e hospedagens.

A CBSUP com certeza teve problema seríssimo para conseguir recursos para realizar as etapas do Campeonato Brasileiro 2018, acredito que 2019 também não vai ser fácil por falta de apoio financeiro e principalmente por causas das mudanças que deveram acontecer com relação a 14 pés e Race Amador. Penso que seja necessária alguma mudança para consolidar o Circuito Brasileiro. Torço para que tudo dê certo, pois sou apaixonado por este esporte e gostaria de ver o mesmo nas olimpíadas para torcer pelos nossos Brazucas.

 

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Jorge Brito Foto: Arquivo Pessoal

 

SUPCLUB: Muitos colocam a idade com fator limitante para a prática de exercícios, principalmente na água, e você juntamente com outros atletas do Circuito e no Brasil todo vem quebrando este paradigma, comente um pouco sobre sua preparação para as competições:

 

JORGE BRITIO: Comecei no SUP por acaso sem ter praticado nenhum esporte náutico antes. Em 2014 um amigo me emprestou uma prancha FUN, comecei a treinar, não conseguia ficar em pé na prancha e acabei passando o carnaval todo treinando. Pesava 87 kg em uma vida sedentária, trabalhando como engenheiro mecânico em plataforma marítima e gostava de tomar uma cervejinha em excesso nos finais de semana. Hoje com a prática do esporte e com 70 kg levo uma vida saudável.

Atualmente prático 3 modalidades no remo: SUP, OC1 e faço parte do TREX que é uma equipe de OC6. Minha rotina de treinamento é acordar às 4h da manhã e às 5:15 já estar na água de segunda a sexta no Porto da Barra. Nos finais de semana costumo ir para Itacimirim e pegar umas ondinhas.

Com relação a competição gosto mais de provas longas. As provas que mais me marcaram foram os 34 km do Pantanal Extremo, as duas etapas de 60 km do YACTH para Morro de São Paulo de OC1, 75 km da volta a Ilha de Santo Amaro/SP de OC6 e as provas do W2 Tríplice Coroa realizada recentemente.

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Jorge Brito amarradão ao completar o desafio da Tríplice Coroa Foto: Tríplice Coroa 2018

 

SUPCLUB: Você participou do W2 Downwind e completou muito bem a prova, relate um pouco desta experiência aos nossos leitores:

 

JORGE BRITIO:  W2 DOWNWIND é uma prova desafiadora, tem que ter um treinamento específico de técnica de surf e aproveitamento do mar. É uma diversão muito boa, o Ceará tem o privilégio de ter um vento forte e alinhado com as ondas. Aconselho a todos a passarem por esta experiência. Sai de lá amarradão por ter realizado o meu objetivo que era completar as 3 etapas e ainda cheio de troféus.

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Jorge Brito e seus troféus Foto: AP

 

SUPCLUB: Deixe um recado aos nossos internautas:

 

JORGE BRITIO:  Fiz em agosto deste ano 62 anos e a mensagem que deixo para os queridos internautas é que nunca é tarde, basta querer!!! As dificuldades iniciais valerão a pena.

Aloha!!!

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