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Foil Board #2
Fernando Mizo em foco
Por Alex Araujo em 27/08/18
O foil board virou febre no Brasil, e seu avanço tem um crescente que anda paralelo ao sup e ao surf.
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Fernando Mizo. Foto: Divulgação

 

Estamos fazendo uma série de matérias com os atletas que estão desenvolvendo esta prática em seus locais de treino. Esta semana batemos um papo com o santista Fernando Mizo que é um dos pioneiros do Foil na região.

 

Como você vê o crescimento do Foil no Brasil?

A prática do foil está crescendo de maneira muito rápida pelo mundo. A cada dia que passa aparecem novos riders e novas maneiras de se usar o foil. No Brasil não é nada diferente.

Muitos surfistas profissionais e amadores estão aderindo. Muito pode ser feito com o foil nas águas. Desde surfar com pranchinhas, sup, bodyboard até mesmo fazer travessias oceânicas, pular do deck direto em cima do foil e conectar nas ondas seja no downwind ou até mesmo na ondulação de um barco. Enfim. Muito a se explorar.

 

O Foil além de diversão trás uma outra perspectiva dentro d'água, explique um pouco sobre a relação do Foil e os outros esportes no line up?

Realmente o foil é muito divertido e muito versátil. O equipamento possibilita o surfista a surfar mais de uma onda a cada vez que fica em pé na prancha, diferente das outras pranchas que quando a onda acaba o surfista precisa remar de volta para o outside. Já com o foil o surfista consegue voltar para fundo e conectar em outras ondas usando o “pump" . Que é um movimento que requer muita técnica e preparo físico. Isso traz uma nova perspectiva para o surf e muda muito a maneira de se olhar para o line up.

 

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Fernando Mizo. Foto: Divulgação

 

Existe alguma diferença entre as pranchas?

 

As pranchas para surfar com o foil são totalmente diferentes. As pranchinhas podem ser muito menores do que as convencionais. já que o surfista só precisa da prancha para remar na onda.


O Foil também foi bastante usado para as travessias nas competições de downwind, isso trás novas possibilidades para os atletas de supwave?

O foil traz novas possibilidades tanto para remadores quanto para surfistas de supwave.

Temos um equipamento que proporciona aos remadores a possibilidade de surfar as vagas com muito menos esforço e mais diversão e o mais interessante nisso é que o remador precisa ter uma leitura de onda muito boa para conseguir seguir conectando os bumps. O supwave e o downwind são práticas totalmente diferentes, porém ambas podem ser praticadas com o uso de um hidrofoil

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Foil Board. Foto: Divulgação

 

Onde você prática o Foil no Brasil?

 

Eu sou de Santos, sempre surfo de foil canal 1 por ser perto de casa. Tenho o costume de quando o mar está flat e quando não tem vento eu pulo do deck para conectar nas ondas dos barcos e navios que passam pelo canal de Santos. Já se tiver vento eu procuro fazer o downwind.

 

Qual prancha está usando?

 

Eu estou usando um 3'11 uma 4'6 para os dias maiores e um sup 5'5. Estou usando as pranchas e os foils feitos pelo Alexandre King. Já estamos trabalhando desenvolvendo os equipamentos para foil há mais de um ano. Porém o King já tem muita experiência com o foil trazidas do voo livre e do kite por muitos anos.

 

Quais os perigos do Foil board?

O foil pode ser muito perigoso. É muito importante que as pessoas tenham consciência desse perigo. O equipamento não é tão cortante quanto as quilhas de uma prancha convencional, porém por se deslocar em alta velocidade o impacto pode ser muito lesivo. Por isso todo cuidado é pouco, principalmente com os outros que dividem o line up. Mas em geral é perigoso como qualquer outro esporte radical praticado na água.

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Fernando Mizo. Foto: Divulgação

 

Qual conselho você dá para os novos adeptos?

 

Começar com a ideia de que uma prática diferente. O melhor jeito é começar sendo rebocado por um barco ou um jet para aprender a controlar o foil. Depois dessa fase quando o foiler for para a arrebentação ele já vai conhecer o foil e vai ser mais fácil de controlar o drop. Eu recomendo o uso de equipamentos de segurança tipo capacete e colete salva vidas. Muito importante também é fazer a iniciação com alguém já experiente no assunto. Isso facilita muito o aprendizado.

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