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Leitura Dinâmica
Ivan Floater em foco
Por Alex Araujo em 20/03/19
A frente da CBSUP desde o começo da entidade presidente conversa com o SUPCLUB e fala sobre categoria 14 pés, etapas do brasileiro e reivindicação dos atletas, confira:
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Ivan Floater Foto: CBSUP

 

SUPCLUB: Ivan este ano foram divulgadas uma série de etapas tanto de race quanto de wave. Sabemos que etapa divulgada é diferente de etapa confirmada. Mas estas etapas principalmente no wave anima muito os atletas, comente um pouco sobre este calendário 2019:

IVAN FLOATER: O que acontece de fato é que menos de 1/3 das propostas que recebemos conseguem avançar e acabam sendo divulgadas no calendário. Existe uma procura enorme de empresas, agencias e até mesmo pessoas amadoras querendo realizar etapas do circuito brasileiro em diversos lugares. Temos no site um link com informações e procedimentos para reservas de datas e caderno de encargos e tudo que é pertinente as etapas.

Com este canal todos os organizadores tem em mãos todas as informações e encargos de tudo o que é preciso para realizar uma etapa do Brasileiro. Com essas informações, que são abertas para todos os interessados, eles começam a trabalhar patrocinadores e possíveis apoiadores, porém nem sempre estes eventos dão as garantias necessárias e consequentemente não estão no calendário, pois no calendário só são divulgados os eventos que tem a maior chance de serem realizados com sucesso, pois são propostas mais solidas e realizadores com expertise maior que temos confiança que irão realizar bons eventos e, também são parceiros da CBSUP que já vem fazendo etapas há alguns anos. Além de serem eventos já tradicionais no calendário. Mesmo assim algumas etapas acabam não cumprindo algumas exigências, como foi o ano passado na etapa da Bahia e Ibiraquera onde não foi possível confirmar, mesmo sendo etapas tradicionais e não foram realizadas

 

SUPCLUB: A CBSUP mesmo em alguns anos de dificuldade como 2018 realizou 4 etapas de race e uma de wave, mesmo alguns achando pouco, o Brasil ainda é o único país com um circuito anual desde 2011, fale um pouco sobre estes anos à frente da entidade:



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Etapa do Brasileiro em Fortaleza abriu as portas do circuito para o nordeste Foto: ASSUPCE

 

IVAN FLOATER: Provavelmente 2018 foi o ano mais difícil do circuito brasileiro em toda a sua história. Porém, mesmo tendo sido um ano terrível conseguimos, graças aos nossos parceiros de longa data, realizarmos quatro etapas de Sup Race e uma de SUP Wave (foi uma pena pois as três etapas de wave realizadas em 2017 não foi positivo regredir).

Pode-se dizer que para o Race foi satisfatório! Até mesmo porque alguns atletas da modalidade defendem que o circuito tenha no máximo quatro ou cinco etapas. Quanto ao Wave, tentamos de tudo para realizar a etapa de Ibiraquera, fechando o ano ao menos com duas etapas de wave e novamente repetindo o sucesso do Supfoil realizado em 2017, porém a falta de recursos inviabilizou a realização do evento.

O Brasil é destaque no cenário internacional porque é um país que consegue manter desde 2011 um circuito e isso é um diferencial reconhecido internacionalmente, e assim como existe a expectativa dos atletas que o circuito ofereça um pouco mais de premiação e um pouco mais de forma geral para o atleta, a entidade vive essa mesma expectativa e a Confederação trabalha em busca de cada vez melhorar o circuito. Provavelmente, o circuito com o formato mais estável que chegaremos a ter um dia, seria em torno de 5 ou 7 etapas de race e de 3 a 5 etapas de race com premiações entre R$50 mil à R$100 mil. Este seria o circuito dos sonhos, mas para isso é necessário que uma grande empresa patrocinadora enxergue no SUP um produto interessante para seu marketing.

É importante frisar que o SUP no Brasil, como todos os outros esportes tem seus altos e baixos e no inicio despertou interesses diversos, pois estava mais na questão da novidade e posteriormente da moda. Hoje pode-se dizer que o esporte se consolida e deixa de ser apenas uma novidade.

Apesar das dificuldades, criamos um circuito extremante reconhecido e consolidado e, a expectativa é que com a situação econômica do brasil mais estável conseguiremos definitivamente um patrocinador forte para arcar com os custos do circuito. Aliás temos um projeto muito bacana que sendo oferecido há um bom tempo e a qualquer momento poderemos emplacar este parceiro e dar um grande salto

 

SUPCLUB: Este ano está sendo formado um movimento por parte dos atletas amadores que reivindicam algumas mudanças na categoria, qual a visão da categoria para a CBSUP?


IVAN FLOATER: Em relação ao grupo que vem sendo criado pelos atletas amadores a CBSUP vê com bons olhos, porém estes atletas têm de sair do mundo virtual, e se organizar no campo real. A CBSUP este ano com novo estatuto já nos moldes do Ministério dos Esportes e exigências da lei, vai começar realmente organizar os conselhos dos atletas, frisando que este sempre foi um pedido da entidade para os atletas se organizarem formalmente e escolherem seus representantes. Uma pena que esta necessidade nunca foi levada a sério e não houve iniciativa por parte dos atletas - então vamos orientar o grupo agora na Bahia a forma correta de se organizar para reivindicar os interesses não só das categorias amadoras como todas categorias. A categoria profissional, como já tem um pouco mais de experiência, acabou formando um grupo que é um pouco mais atuante e trazem as demandas para a CBSUP de uma forma mais organizada. Porém este grupo também terá que se organizar formalmente elegendo seu representante para podermos formalizar isso conforme a lei prevê.

 

Profissionais e amadores imparciais e atuantes em pro do esporte será muito bacana, pois precisamos de interlocutores trazendo todas as duvidas e anseios dos atletas de uma forma mais sintetizada, pois é sabido que quando realizamos as reuniões técnicas que antecedem os eventos, é muita gente falando ao mesmo tempo e as opiniões são muito pessoais e divergentes; então é muito difícil sintetizar isso e tirar proveito em cima de discussões que acabam só ocupando o pouco e precioso tempo juntos que temos durantes os eventos. É muito importante que os atletas se organizarem e discutirem os melhores caminhos, sem esquecerem a realidade logística e financeira com que os eventos acontecem, pois não adianta fazer reinvindicações que vá diretamente contra a capacidade operacional do organizador que com muita dedicação promove o evento.

Não é fácil o organizador atender as demandas do nosso caderno de encargo, as quais são todas em pró do evento e atleta. Por este motivo, muitos organizadores acabam declinando do objetivo inicial que seria realizar uma etapa do brasileiro, pois todo apaixonado pelo esporte como nós começa com projeto cheio de expectativas, porém quando coloca tudo na ponta do lápis, item por item, a conta não fecha. Convido a todos os atletas que entrem no site para entender estas demandas e informações, pois estão todas disponíveis no site da CBSUP.



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Leco Salazar abriu as portas para o sup wave no circuito mundial Ivan Foto: CBSUP

 

SUPCLUB: Hoje temos 6 títulos mundiais de wave e um mundial de Sprint, podemos dar crédito a entidade e os novos formatos de competições que foram inseridos nestes últimos anos, onde novos atletas surgiram. Como você enxerga o futuro do esporte com esta nova exposição em Pan-Americano e mundiais?

 

IVAN FLOATER: Temos seis títulos mundiais de wave e um de sprint, e o crédito são exclusivamente dos atletas que tem uma capacidade acima da média e felizmente são brasileiros que apesar de todas as dificuldades de patrocínio estes atletas conseguiram conquistar estes títulos. Porém, nada disso seria possível sem o esporte de forma organizada estar acessível a estes atletas. No segundo ano do circuito mundial de wave a CBSUP (na época ABSUP), conseguiu trazer uma etapa do mundial para Ibiraquera - quando tudo estava começando. Vieram todos os principais nomes internacionais de peso do esporte como; Kai Lenny, Zane Schweitzer, Garrett McNamara,... entre outros e, a grande revelação do evento foi o santista Leco Salazar abrindo a condição e o interesse dele e de outros atletas em ingressarem no circuito mundial e dai para frente se abriu uma porta gigante e em pouco tempo vieram os títulos do Caio Vaz, Leco, Nicole e posteriormente o bicampeonato mundial de Luiz Diniz no mundial da ISA.

Como disse desde o começo estas conquistas são méritos exclusivamente destes atletas, porém se não tivéssemos abrindo está oportunidade com a inédita etapa aqui no Brasil, isto talvez só acontecesse mais para frente. Atualmente as maiores estrelas do circuito mundial passarem a ser os brasileiros e não só a CBSUP como a maioria dos envolvidos reconhecem que a entidade teve um papel muito importante neste cenário.

No caso do Sprint, além do potencial e dedicação do Arthur Santacreu, existe um fator bastante relevante do envolvimento da entidade nessa conquista, pois a CBSUP foi a primeira entidade do mundo a investir e realizar uma etapa especifica da modalidade. A entidade vislumbrou que para almejar um possível futuro olímpico, a modalidade Sprint seria a prova mais adequada para atender a logística dos jogos olímpicos, então nós criamos esta prova, as regras e introduzimos ela no circuito brasileiro já em 2015 em Foz do Iguaçu e com isso alguns talentos vieram se destacando e se consolidando. O Arthur Santacreu acreditou e se dedicou ao Sprint desde do início e sua dedicação e potencial gigante fez com que se consagrasse como campeão mundial.

Um fato muito interessante é, que além de pioneiros na realização de provas de sprint, nós é que criamos as regras, formato de classificação e distância de 200 metros para as provas. Coincidência ou não, o mesmo formato vem sendo utilizado no campeonato mundial da ISA, então acredito que nós pegamos vários países de calça curta que interesse em desenvolver a modalidade e ao chegarem no mundial tomaram uma verdadeira “escovada” do nosso grande atleta mais rápido do mundo... Esta semana teremos a prova do Sprint em Rosário na Argentina, e estão lá o Arthur e Aline Adisaka representando o Brasil na modalidade e a Lena Ribeiro e o Vinnicius Martins na prova de long distance. A expectativa é enorme, e possivelmente bons resultados virão.

 

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Nosso campeão mundial de sprint, Arthur Santacreu competindo no formato desenvolvido pela CBSUP Foto: Fabio Mota

 

SUPCLUB: Ivan quais são os planos para a CBSUP neste ano de 2019 com a migração da categoria principal para a 14, este será o último ano da categoria 12.6 nas subcategorias?

 

IVAN FLOATER: Em relação a 2019, seguindo as diretrizes internacionais a categoria principal passa a ser a 14’, pois não faria sentido nós termos uma categoria profissional 12´6” e estes mesmos atletas quando fossem competir lá fora competissem de 14’. Porém como ainda existem muitas pranchas 12.6 no mercado, também não seria justo com os atletas amadores não conseguirem usar mais suas pranchas competitivamente nos eventos. Então a CBSUP criou para esse ano não só a categoria 14’ amador, mas também manteve a categoria 12’6” amador. Com o tempo possivelmente muitos atletas irão migrar para a 14’ e até mesmo muitos atletas irão competir na 14’ a prancha 12’6”, analisando a diferença e performance perante os outros atletas de 14’. O que tivemos foi a preocupação e o cuidado de não acabar com uma categoria na qual ainda existe muitos atletas que batalharam para adquirir a prancha 12’6” e não tem condições financeiras para trocar de equipamento neste momento, mas que querem continuar competindo no circuito. Este ano com certeza será um ano de experiência e quem vai ditar o que vai acontecer para o futuro vai ser o interesse e adaptação de cada atleta em estar participando de uma categoria ou outra e o próprio mercado.

 

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Pódio da categoria profissional da primeira etapa do circuito na Bahia em 2011, desde sempre o estado sediou etapas da CBSUP Foto: Fabriciano Júnior

 

Agradeço aqui a oportunidade e destaco a importância de os atletas comparecerem na etapa de Itacimirim-BA, programada para  30 e 31 e3 março, que será não só a abertura do circuito brasileiro da CBSUP/CBSurf 2019, mas também parte do sistema de classificação para o mundial da ISA. Também teremos a entrega dos certificados dos campeões de 2018, bem como a eleição dos representantes atletas profissionais e amadores, além da confraternização de sempre, a oportunidade de poder discutir as perspectivas do esporte para este ano e também comemorar com os amigos a volta do circuito Brasileiro na Bahia.

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