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Guerreira do Sup
Moah com sede de título
Por Alex Araujo em 10/09/18
O Sup está sempre crescendo, mas com o público feminino a coisa é um pouco mais lenta.
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Moah Jessika. Foto: Divulgação

 

Moah Jessika a vice-líder do circuito brasileiro de 2018, bateu um papo com o Supclub, falando um pouco de seu início no SUP, vitórias e como está sendo sua preparação para esta temporada, confira a entrevista:


Quando Começou no esporte?

Comecei no Stand up no final de 2013. Eu já havia remado em diferentes embarcações nas provas de aventura, lá conheci a canoa havaiana, virou um sonho ter uma. Ao mesmo tempo que adquiri uma V1, apareceu o sup na minha vida, com uma fun race emprestada e mal me equilibrando fiz a primeira prova em São Vicente no final de 2013 e meses depois estava eu com mais uma prancha emprestada competindo no Aloha Spirit Ilhabela 2014. Daí não sosseguei enquanto não arranjei uma prancha para treinar.


Quais principais títulos?

Vice-campeã Brasileira de Sprint 2017

2 vezes 4° lugar no brasileiro de Maratona - Pantanal Extremo 30km

4° colocada do Ranking brasileiro 2017 Campeã Vaa Sup Cup 2017.

Esse ano iniciei com o pé direito sendo Campeã na prova técnica e vice na longa distância da 1° e 2° etapa do circuito brasileiro 2018. E daí segui com algumas vitórias, no The Bridge Sup Cup, 1° Taça Vikings e Kialoa Paddle Challenge. Estou tendo um bom ano de progresso no Sup, vamos ver o que vai dar.

Como você enxerga o crescimento do SUP feminino?

O Sup está sempre crescendo, mas com o público feminino a coisa é um pouco mais lenta.

Quando penso que o público da categoria profissional feminina vai aumentar, com a transição da mulherada amadora, e a categoria amadora também vai crescer por conta das novas remadoras, a coisa freia novamente.

Na minha opinião existem dois fatores que impedem esse crescimento feminino. Primeiro que todos temos muitos afazeres. Na hora de dividir seu tempo entre trabalho, família, casa, estudos e esporte. A mulher acaba abrindo mão do seu lazer, do esporte, para manter todo o resto em ordem. As que se mantém remando, fazem de forma amadora e esporádica, por não conseguir em meio a tudo se dedicar mais.

O Segundo fator é que eu vejo e ouço muita mulher achando que não é capaz. Se comparam a outras remadoras e já deixam de acreditar que podem conseguir. Elas já afirmam que seu tempo é pouco para se dedicar então preferem não assumir esse compromisso com elas mesmas, praticando e competindo apenas quando sobra um tempinho.

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Moah Jessika. Foto: Fabio Mota

 

Como esta o nível das remadoras no Brasil hoje?

As remadoras brasileiras da categoria profissional não são muitas, mas estamos com um nível altíssimo. Já se foi aquele tempo em que as atletas competiam apenas por prazer. As meninas estão todas treinando muito forte, com muita vontade de conquistar uma boa posição no ranking. A briga por pontos é intensa a cada prova. Isso é fantástico. Eleva o nível do esporte no País.

Como está sendo sua preparação e como são os treinos?

Eu tento me organizar e manter uma rotina de treinos, mas é bem difícil, nem sempre consigo.

Me programo para realizar 6 dias de treino Sup Race por semana, mas na maioria das vezes faço 3 no máximo 4 dias. Eu treino no mar, então quando entra o swell o jeito é ter paciência e esperar. Às vezes vou treinar e acabo não resistindo às marolas e transformo o treino em Surf Race.

Treino funcional duas vezes na semana, acho fundamental, mas só faço se me sinto disposta. Quando estou muito cansada prefiro me poupar, meu trabalho é cansativo, então priorizo a minha disposição para os treinos na água. Eu sempre respeito meu corpo, se estou cansada descanso.

Qual objetivo este ano?

Iniciei o ano com o Objetivo de me manter no topo do ranking Brasileiro e conquistar uma vaga no Mundial Isa Games que seria realizado no Brasil. Com a mudança do Mundial para a China em novembro, ficou um pouco mais difícil, mas continuo com o foco no objetivo e vamos ver o que vai dar.

Então priorizei O Circuito Brasileiro que também classifica para o Mundial. Acabei participando de algumas outras provas que julguei interessantes para minha preparação e que fiz questão de prestigiar por terem o propósito de fomento ao esporte e interação com os amigos.

Qual equipamento está usando?

Estou usando uma Race 12'6 Marca nacional Makano, modelo bumps.

Como vê a mudança da categoria 12.6 para a categorias 14 pés ano que vem?

Necessária! Se queremos que o esporte no Brasil cresça e que o nosso nível esteja compatível mundialmente, essa e toda mudança que nos coloque em pé de igualdade com o que está acontecendo no Sup mundial deve ser feita.

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Moah Jessika. Foto: Fabio Mota

 

Qual recado para as novas remadoras?

 

Mulheres nós podemos tudo!! Eu sempre digo que a vida é uma só, então não vou deixá-la passar para no final ver que fiz tudo como o figurino manda. Mulherada você não precisa ser a mulher perfeita, você precisa apenas ser feliz.

Deixa um dia a casa desarrumada, um projeto inacabado, um filho despenteado e vá remar.

 

Todos os dias a bagunça e sujeira voltam, mas a sua felicidade, não deixa passar, vai valer a pena.

 

 

Aloha!

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