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Raio -X do Foil #¨6
Palavra do Fabricante
Por Alex Araujo em 24/09/18
Conversamos com o fabricante da Okes Foil Adrien Caradec, para entender melhor as aplicações das asas, mercado e as provas de downwind.
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Raio - X do Foil #6. Foto: Divulgação

 

Conversamos com o fabricante da Okes Foil Adrien Caradec, para entender melhor as aplicações das asas, mercado e as provas de downwind.

Confira:

Quando começou e como entrou no mercado do Foil?

iniciei a pratica do kitefoil em 2013 após acompanhar a America’s Cup daquele ano onde foram apresentados ao mundo ao mundo náutico os catamarãs com hidrofoil. Nesse mesmo ano comecei a criar minhas próprias asas de forma bastante artesanal e logo percebi a curiosidade de todos que assistiam quando eu velejava sobre “o que era aquilo”, então resolvi levar a sério a fabricação de equipamentos.

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Raio - X do Foil #6. Foto: Divulgação

 

Você é um dos precursores do SUP no Brasil, como vê o crescimento?

 

aqui em Florianópolis iniciei o SUP em 2003 e era parecido como foi o hidrofoil em 2013  na praia todo mundo fica observando e tinham muita curiosidade. o Esporte teve um crescimento muito rápido com vários fabricantes nacionais e com pranchas especificas para cada atividade o que trouxe muita gente para água, pessoas até que nunca pensavam que um dia poderiam estar ali em cima de uma prancha.

Depois do auge teve uma queda e permaneceu no esporte aqueles que se identificaram com ele, assim como ocorre com a maioria das atividades que tem um crescimento muito vertiginoso.

Agora com o hidrofoil devemos ter um novo aquecimento da modalidade.

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Raio - X do Foil #6. Foto: Divulgação

 

Qual a principais diferenças entre as asas ?

 

basicamente as diferenças das asas são ; QUAL a velocidade mínima que se deseja ter sustentação e qual a velocidade máxima que se deseja, com essas questões você irá definir o tamanho da asa (área) e o camber  (perfil hidrodinâmico).

Sabendo que cada um tem uma aplicação, qual melhor tamanho de quilha (ASA)para cada condição.

No surf se você vai pegar ondas muito pequenas cheias e sem força vai precisar de uma asa com boa área e um camber acentuado, já se sua onda for grande mais cavada e com força   vai precisar uma asa com pouca área e caber suave.

O tamanho do mastro influencia na performance da prancha?

 

O tamanho do mastro tem mais influência no tamanho de onda e na envergadura da asa que você irá estar utilizando. Ondas maiores e no caso do downwind o melhor são asas com grande envergadura ou mastros acima de 75cm, no caso de ondas menores e asas com pouca envergadura pode-se usar mastros em torno de 60 cm que são os mais fáceis para quem está iniciando.

 

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Raio - X do Foil #6. Foto: Divulgação

 

Sobre as pranchas estamos vendo que cada vez mais estão ficando menores qual a principal diferença entre os tamanhos e suas aplicações?

Na verdade uma vez a prancha estando no ar quanto menor melhor o controle do foil, porém essa relação tem muito a ver com a habilidade de quem está em cima, nem sempre é fácil uma pessoa de 85kg remar em uma prancha de 6 pés, tudo requer treino , muito treino e se ficar muito difícil a pessoa pode acabar desistindo, então é uma questão de evolução, prancha maiores para quem está iniciando são mais fáceis e conforme se evolui diminui a prancha.

 

No caso do downwind qual melhor combinação de equipamento?

o downwind está iniciando agora e com a recente prova Maui - Molokai obteve muito visibilidade, mas não podemos deixar de observar que tinham apenas três competidores e creio que eles estão entre os 10 mais habilidosos no mundo atualmente. Eles usaram Sup muito pequenos e com asas com grande envergadura acima de 1 metro, então volta aquela equação qual o volume de prancha que o praticante consegue remar? Qual o peso total que a asa terá que sustentar para fora da agua? e qual a velocidade que as ondas navegam? com essas informações dá para ter uma ideia do equipamento pensando sempre que a prancha quanto menor melhor, e o hidrofoil deverá ter sustentação em baixa velocidade mas também deverá ter velocidade suficiente para acompanhar o swell com a ajuda de um bom vento.

E em relação as bigwaves qual o equipamento que você já usou e que achou mais funcional?

Ondas maiores que surfei tinham  3 metros e nesse dia o período era de 14 segundos, elas tinham muita massa e velocidade e o equipamento que funcionou melhor foi um mastro de 85cm com uma asa de kite que é bem mais rápida que uma asa de surf, porém estávamos fazendo tow-in e dessa maneira o jet-ski já nos “lançava” com boa velocidade chegando 17 nós.
 

Qual a dica de equipamento você dá aos novos adeptos?

Para quem está iniciando o mais recomendável são os mastros curtos em torno de 60 cm e asas com boa área e sustentação perfeitas para pegar ondas pequenas e cheias sem muita pressão, são as ondas mais fáceis e os riscos são menores. Outra dica é seja qual for a modalidade surf, sup ou kite procure uma escola capacitada e o uso de equipamentos de proteção como colete de impacto, Neoprene e capacete podem parecer exagero, mas são muito bem-vindo até você aprender a cair, porque no hidrofoil você também tem que aprender isso.

 

Aloha!!

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