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CBSurf
Presidente emite nota
Por Redação SupClub em 28/01/19
De volta à presidência da Confederação Brasileira de Surf após nova decisão judicial, Adalvo Argolo emite comunicado.
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Adalvo Argolo entre as atletas Tainá Hinckel, Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb.

 

De volta à presidência da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) depois de nova decisão judicial, Adalvo Argolo emitiu um comunicado nesta segunda-feira (28/1).

A liminar que afastou o presidente foi suspensa parcialmente na última sexta-feira (25/1), pela desembargadora Daniele Maranhão, do Tribunal Regional Federal da 1a Região. A decisão ainda pode ser revertida pelos advogados de Guilherme Pollastri, vice-presidente da entidade, que solicitou o afastamento de Adalvo alegando administração temerária e falta de conhecimento sobre a forma como o presidente administrava os recursos públicos federais.

Veja a nota enviada à imprensa nesta segunda-feira.

“Caros dirigentes, atletas, jornalistas e amantes do surfe,

Em virtude dos últimos acontecimentos, amplamente divulgados pela imprensa, e também por grupos de WhatsApp, Facebook e Instagram, achei necessário prestar alguns esclarecimentos.

Fui eleito democraticamente pelas federações e depois de ter sido afastado temporariamente da presidência da CBSURF fui reconduzido ao meu cargo por uma decisão da justiça.

Vale lembrar que meu afastamento se deveu ao fato de não ter sido encontrado para receber uma intimação. Nada além disso. Tanto que agora, após ter tido a oportunidade de me defender, estou de volta à presidência.

Tenho sido vítima de ataques, causados, na sua maioria, pela desinformação das pessoas. E parte desta falta de informação tem origem na ausência de uma comunicação mais frequente e eficaz com o público em geral. Pretendo melhorar esta comunicação daqui para frente.

Neste momento, o mais importante é trabalhar para minimizar as consequências negativas que este conflito gerou para o surfe brasileiro. E para a imagem da CBSURF como entidade.

Minha intenção, como presidente, é garantir a realização do Circuito Brasileiro de Surfe Profissional, o circuito de base Sub 14, Sub 16 e Sub 18, o circuito Master, o Circuito de longboard, o Circuito de SUP, o projeto de apoio ao surfe feminino, os preparativos para a disputa do Pan-Americano de Lima 2019 e das Olimpíadas de Tóquio 2020. Esta é a minha missão. E prometo me esforçar ao máximo para cumpri-la da melhor maneira possível.

2018 foi um ano de aprendizado e algumas realizações. Dois projetos foram muito importantes:

a criação do CBSURF Tour, com premiação de 80 mil reais para homens e mulheres, e o projeto de apoio ao surfe feminino, que nacionalizou a atleta Tatiana Weston Webb, e apoiou as 3 atletas brasileiras mais bem colocadas no ranking da WSL: Tatiana Weston Webb, Silvana Lima e Tainá Hickel.

A decisão de apoiar o surfe feminino foi estratégica e tomada com o objetivo de aumentar as chances do Brasil conquistar uma medalha de ouro entre as mulheres em Tóquio 2020. Uma vez que na categoria masculina o Brasil estará bem representado em Tóquio 2020, visto que nos últimos anos, em especial em 2018, os surfistas brasileiros conquistaram as principais competições da WSL. Portanto, o apoio ao surfe feminino foi uma decisão estratégica com o objetivo de aumentar as chances de uma surfista brasileira – talvez duas – conquistar uma medalha em Tóquio 2020.

Sobre o Pan-Americano

Em novembro de 2018, a CBSURF – com o apoio do COB – levou o time brasileiro de surfe, Longboard e SUP – nas categorias masculina e feminina – para disputar, no Peru, o PASA GAMES 2018, prova classificatória para os Jogos Pan-Americanos Lima 2019. A delegação brasileira foi composta de 24 pessoas, entre atletas, técnicos, médico e preparador físico.

Nossa delegação teve todos os custos pagos: passagens aéreas, estadia, transporte, alimentação e inscrições e uma estrutura profissional. O resultado foram 6 medalhas, o título de campeão pan-americano no longboard feminino e um segundo lugar geral por países. Portanto, o Brasil estará representado em todas as categorias do Pan Americano de Lima 2019.


Sobre a captação de patrocínio

 

Em 2017, a CBSURF firmou um contrato com a empresa Vivibrand, do grupo francês Publicys, e durante 12 meses – período em que este contrato esteve válido – foram feitas mais de 60 apresentações para as maiores marcas do mercado brasileiro: carros, telefonia, bancos, cervejas, refrigerantes, etc. Porém, a situação da economia e da política brasileira nos anos de 2017 – 2018 não ajudou. As incertezas políticas e econômicas vividas neste período fizeram com que as principais empresas brasileiras adiassem seus investimentos. Atualmente temos 4 negociações em andamento, que foram paralisadas durante o período em que estive afastado, mas que agora serão retomadas.

Sobre os recursos públicos

Neste momento, toda verba que a CBSURF vem tendo acesso, desde maio de 2018, é proveniente de recursos públicos, repassados pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), oriundos da Lei Angelo Piva (LAP). Ou seja, a CBSURF presta contas destes recursos diariamente para o COB. E toda a movimentação financeira destes recursos está disponível para consulta pública no site do COB.

Caso alguma prestação de contas não seja aprovada pelo COB, a CBSURF deixa imediatamente de receber estes recursos. Portanto, a CBSURF tem periodicamente todas as suas contas auditadas pelo COB. E elas estão rigorosamente em dia. Ou seja, não existe nenhum recurso que não seja auditado e esteja disponível para consulta pública. Uma vez que a lei determina que assim seja feito.

Daqui pra frente

O surfe brasileiro precisa se unir. A expectativa da comunidade é muito grande e a CBSURF conta com a contribuição de todos que desejam ajudar. O cargo de presidente demanda muitas responsabilidades e eu aprendi bastante durante os últimos meses.

Eu estou disposto a ouvir a opinião de todos e aberto a implementar as melhores ideias e projetos. Sinceramente eu espero contar com a ajuda daqueles que desejam o melhor para o surfe brasileiro. Minha intenção é profissionalizar a gestão da CBSURF, pois não há outro caminho além da sua profissionalização.

Eu não tenho a intenção de centralizar o poder. Nem de me perpetuar na presidência da CBSURF. Mas vou defender o direito de cumprir o mandato para o qual eu fui eleito.

Adalvo Argolo

Presidente da CBSURF”

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