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Mestre do mar
Segurança no mar
Por Redação SupClub em 02/11/18
Essa semana vamos falar de algo que afeta a vida de todos aqueles que entram no mar: Itens de segurança.
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Mestre do Mar Foto: Divulgação.

 

Para cada situação, devemos portar determinados itens, por exemplo, os itens das aulas diárias são diferentes dos itens de uma navegação longa, ou mesmo de uma navegação mais recreativa.

 

Quem nunca pensou ao avistar uma ilha ou uma praia, que bom seria poder ancorar aqui!

Ou também: Qual a quantidade que devo ter de cabo para reboque?

A ideia aqui será apresentar aos leitores os principais, e de certa forma, modelos, tamanho, ocasião.

Vamos a eles:

 

Cabos:

Os cabos tem inúmeras funções, podem servir para ancorar, amarrar amas, rebocar, amarrar-se quando sozinho e quer um mergulho.

Os cabos podem ser pré esticados, de nylon, de algodão, e cada um terá sua utilidade especifica. Lembre-se, não é preciso ter um cabo caro para uma função básica.

Para uma ancoragem, a distância recomendada é de 3 vezes a profundidade do local. Em vias gerais, navegamos a cerca de 10, 15, máximos 20 metros de profundidade, logo, um cabo deve ter no mínimo 50 metros. Vale ressaltar, que se souber exatamente o ponto de ancoragem, pode-se portar o tamanho do cabo correspondente.

Já para um reboque, o mínimo recomendável é de 3 vezes o tamanho do equipamento a ser rebocado, contudo deve-se lembrar que quanto mais afastado, menos pressão no equipamento.


Especialmente neste caso de reboque, um cabo flexível alivia a tensão ainda mais, portanto, o risco de ruptura é bem menor.

 

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Mestre do Mar Foto: Divulgação.

 

Ancoras:

 

Para cada tipo de fundo de mar, haverá uma ancora apropriada. Para cada embarcação, um peso de ancora recomendado.

Para nós remadores, uma oportunidade de poder curtir o mar, alguma ilha sem praia, um surf em alguma praia escondida.

Certa ocasião, a galera do rio se reuniu em uma ilha próxima da costa e passamos uma noite la, todos ancorados. Tinha caiaque, tinha canoas, tinha barco. Sem ancora, impossível.

Outra situação bem interessante foi poder ir para a ilha grande de oc1 e ficar rodando mergulhando e surfando, fundeava e ia me divertir.

As duas principais ancoras para as embarcações pequenas são:

Danfort: Indicada para fundo de areia, ela literalmente unha o fundo de areia e quanto mais a embarcação deriva, mais ela agarra.

Garateia: Indicada para fundos de pedra pois “não cava”, ela adere a alguma pedra do fundo e depois para solta, fica bem fácil.

Lembrem-se: um sistema de ancoragem pode salvar vidas. Ele é composto pelo cabo + ferro, algumas vezes para dar peso, coloca-se uma corrente entre o cabo e o ferro. Chequem as juntas desses elementos sempre!

 

Coletes:

 

Pela normam 03, ninguém em uma embarcação miúda é obrigado a usar coletes. O colete deve estar a bordo.

Contudo, quando vamos para o mar existem as normas e o bom senso. Seja em canoas grandes ou pequenas ou mesmo em um sup, um colete pode salvar vidas, mesmo sendo ele um auxiliar de flutuação.

 

Aqui, deixarei claro a função do colete, diferente do que ouço na maioria dos casos, que é: a gente usa o colete quando remamos sozinho para no caso de um mal subido podermos sobreviver.

Isso não é uma verdade. Os coletes que são usados, são AUXILIARES DE FLUTUAÇÃO, ou seja, demando a consciência de quem o usa. Caso contrário, o remador pode ter um mal subido, e na maioria das vezes a cabeça pesará para frente, logo, ele se afogará. Para este fim, deve ser usado outro tipo de colete, SALVA VIDAS, cujo cabeça será mantida sempre, sempre para fora d´água.

Neste caso, em termos de salvaguardar a vida, ele terá grande valia caso haja outro remador perto, ou sua dupla, onde este tempo de flutuabilidade será suficiente para o resgate.

A principal função do colete será, no caso de uma emergência (por exemplo, uma quebra de Iaco, uma canoa inundada e etc), o remador manter-se flutuando sem esforço, o que aumentará a sobrevida.

Um colete deve ser sempre dotado de apito, seja ele auxiliar de flutuação ou salva-vidas, pois muitas vezes a localização será dada pelo som.

 

Saco Estanque:

Sacos estanques existem diversos modelos no mercado.

Não economize neste item! Ele pode salvar sua vida por diversos fatores, além de preservar equipamentos como telefones celulares, roupas secas, alimentos, ele também pode servir como mais um item flutuante.

Importante sempre testar antes de usar, especialmente para remadas com grandes períodos sem pontos de desembarque seguro.

 

Meios de comunicação:

 

Quando se vai para o mar é necessário ter meios de comunicação em terra, e sempre testado.

Equipamentos certos para as distancias de coberturas necessárias, esse é o principal aspecto para definir qual equipamento utilizar.

Outro ponto importante: Tenha mais de um meio, e deixe um sempre desligado, que será utilizado apenas quando todos os outros não funcionarem. É o celular que não será usado para foto por exemplo.

Importante também ao menos um desses equipamentos ser a prova d’agua.

O canal de comunicação de rádio para emergência é o 16, dos outros pontos de auxilio, no site da marinha existe uma lista de auxilio rádio.  Vale a pena para quando se cruza grandes distancias.

Deve-se saber o número dos telefones dos pontos de apoio mais próximos, e deixar registrado como última ligação. Muitas vezes o touch dos celulares não é sensível quando em contato com o sal.

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Mestre do Mar Foto: Divulgação.

 

Leash:

 

Equipamento fundamental principalmente em condições de mar grande ou vento forte.

Ou leash, acompanhado do colete auxiliar de flutuação, te manterá conectado a canoa na maioria dos casos. Achar uma canoa é muito mais fácil do que um remador, e se perder de uma canoa em um downwind, é problema certo.

 

Equipamentos de navegação:

Cada vez mais a tecnologia toma o espaço da navegação clássica, através da modernização dos sistemas de rotas, tais como os GPs.

Em uma embarcação a motor, existem as baterias que recarregam os equipamentos eletrônicos.

Em uma embarcação a remo não. O remador terá acesso aos equipamentos eletrônicos ate a descarga da bateria.

Aprender a traçar uma rota em uma carta náutica, mesmo nas menores distancias torna-se fundamental para que junto com uma bússola, pois será o back up aos equipamentos.

Bússola, carta náutica, se possível equipamento de sinalização, equipamento de busca de emergência tais como SPOT, Luzes de navegação (BB/BE/ alcançado).

 

Equipamentos de reparo de emergência.

 

Toda embarcação esta suscetível a alguma avaria no casco durante uma saída, seja de 1 km ou de 1000 kms.

Ter conhecimento de fibra é muito importante, mas nem todos os remadores dispõe de tempo para aprender, além disso, carregar material de reparo ocupa volume na embarcação,

Outro ponto com a fibra é que demanda um processo de horas, e superfície seca. Em uma expedição, nem sempre dispomos desse tempo.

Há materiais para suprir essa emergência, resinas de epóxi que secam mesmo no molhado e de bem fácil manuseio, bastando misturar e passar no local de reparo. Uma lixa também ajuda.

Como um exemplo, tubolit e araudite. Outro material que adere no molhado, mas ai para pequenos quebrados e perto da costa é a parafina.

Ter esses equipamentos no kit de saída da canoa é algo que quase nunca vejo, mas que pode salvar uma tripulação e/ou uma expedição.

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Mestre do Mar Foto: Divulgação.

 

Peças e equipamentos sobressalentes:

 

Ter um remo reserva, um cabo de leme extra, um leme extra, chave de reparo, bujões, balde extra (para canoas grandes), cabo de Iaco, borrachas...

Devemos lembrar da máxima: quem tem um não tem nenhum, e muitas vezes no mar, os equipamento que será preciso, não será encontrado.

Isso pode acabar com uma remada de lazer, uma aula ou uma expedição.

 

Essa lista acima foi apenas alguns dos itens, os mais usuais. Cada saída para o mar demanda mais ou menos e o que vai definir será o local, distancia, tempo, tripulação e equipamento a ser utilizado.

O conceito de ganhar tempo deve ser cercado de ganhar tempo com consciência.

O check list deve ser feito diariamente, todo cuidado para ir para o mar ainda será pouco, portanto a obrigação do remador consciente é por si e pelo grupo, analisar o equipamento.

O que vai fazer falta não é um remo reserva, pois isto é algo que todos sabem da importância.

O que fará falta possivelmente será aquele bojão da popa que fica escondido e não estava lá.

É a madeira do Iaco da V1 que apodreceu com o tempo e não foi suficiente para travar a VAE  no dia de mar grosso...

 

MAIS IMPORTANTE QUE O IR SERÁ SEMPRE O VIR!

ALOHA!

Douglas Moura

Remador e mestre amador.

Instagram: aloha_douglas_;

Facebook: Douglas Moura 

Douglas conta com os apoios – @Evoke eyeswear; @PuroSuco.oficial;@ RaldreiNatividade fisioterapia esportiva; @Rpilates; @AcademiaNiteroiSwim; @IcarahyCanoa;

Além disso, desenvolve treinamentos focados em navegação segura. 

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