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Por dentro da prova
Desafio Yatch
Por Alex Araujo em 24/09/18
Entrevistamos Antonio Saback, administrador, vice Comodoro do Yacht Clube da Bahia e idealizador do Desafio Yacht, a travessia Salvador – Morro de São Paulo.
IMG--WA, Desafio Yacht Foto: Divulgação.
IMG--WA, Desafio Yacht Foto: Divulgação.

Como foi a ideia de montar a prova?

 

Há mais de 40 anos vou à Morro de São Paulo velejando e também participando de torneios de pesca oceânica, quando chegamos a passar 12 horas de barco no percurso. Desde que comecei a remar, há 6 anos, não me saia da cabeça organizar esta travessia, que requer mais do que condicionamento físico, mas também técnica, leitura de mar, navegação. É uma travessia dura, que proporciona bastante aprendizado aos atletas, com uma recompensa maravilhosa na chegada.

Em 2016, um ano antes da primeira edição, formamos uma comissão e passamos um ano planejando minuciosamente o evento.

 

Quantos km a prova?

São 60 Km, sem revezamento ou auxílio externo (exceto o da organização da prova), o que torna o Desafio Yacht uma das provas mais longas deste tipo na América Latina.

 

No primeiro ano qual foi a visão dos participantes?

No primeiro ano começamos com uma quantidade bem restrita de vagas. Precisávamos pôr em prática todo o nosso planejamento, sobretudo, em relação a segurança. Mesmo começando com apenas 60 atletas, já lançamos a prova com a estrutura que definimos ser a ideal, já pensando nas edições seguintes: Spots em todas as embarcações, sala de monitoramento em Salvador e Morro de São Paulo, mais de 10 embarcações de segurança, médicos fazendo o trajeto embarcados, helicóptero de sobreaviso.

Naquele ano, alguns atletas conhecidos nacionalmente também acreditaram na prova e estiveram presentes, como a equipe SAMU, Cauê Serra, José Marcos Mendes e outros. Trouxeram a sua experiência, nos deram feedback sobre a prova... E a maioria voltou! O melhor foi vê-los na raia no ano seguinte.

O feedback que recebemos nos dois anos, de uma maneira geral, foi agradecendo o básico, coisas simples, mas importantes para os atletas, como pontualidade na largada e segurança na água.

 

Sendo uma remada oceânica qual a principal preocupação da organização?

Sempre será segurança. Além de todo o esquema de segurança já citado na questão anterior, estabelecemos a passagem obrigatória por 2 checking points, um 20 Km e outro a 40 Km do ponto de largada. São pontos de passagem obrigatória dos participantes. E caso não cheguem a estes checking points no limite de tempo estabelecido, são desclassificados, mas recebem a oportunidade de continuar na prova, sendo rebocados para perto de Morro de São Paulo.

Nas edições anteriores também contamos com apoio de navios da Marinha e monitoramento do trânsito de embarcações de grande porte cruzando o percurso.

 

Quantos participantes remaram na última edição?

Na última edição todas as vagas oferecidas foram preenchidas, 150 atletas, de 11 estados, em 70 embarcações.

 

Existe a intenção de colocar o SUP na prova?

A curto prazo isto não está no planejamento. O Yacht Clube da Bahia realiza um grande evento anual para cada modalidade esportiva, como é o caso do Desafio Yacht para o Surfski e VA’A.

Temos um evento de destaque para o SUP, que acontece há 5 anos, que é a Travessia Mar Grande – Yacht.

 

Como é feita a logística para os participantes de outros estados?

Sabemos que o mais difícil para os atletas que correm provas fora de sua cidade é o transporte de equipamentos, principalmente para o Nordeste, que ainda está fora da “rota” da maioria dos grandes clubes. Na Bahia, em geral, cada base tem suas 2 ou 3 canoas, no máximo, e não há outras de qualidade disponíveis para locação. Assim, a única maneira de viabilizarmos a prova e colocarmos a Bahia no cenário nacional da canoagem, seria facilitando a logística. Então disponibilizamos para os atletas transporte rodoviário de equipamentos, caminhões partindo de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal, sem custo para os atletas, sendo financiado 100% pelos patrocinadores do evento.

 

Qual a expectativa para 2019?

Para nós a edição 2019 já começou há meses! Uma semana depois da prova de 2018 tivemos o primeiro encontro da comissão de organização, que tem a participação do diretor de Canoagem do clube, Adriano Ahringsmann e do gerente de esportes, Luis Pato, entre outros membros e tratamos os pontos de melhoria. No dia 1° de setembro abrimos as inscrições e, para nossa surpresa, em 4 dias as vagas individuais e duplas se esgotaram. Já são mais de 20 pessoas no aguardo por vagas de possíveis desistências.

Serão 100 embarcações na raia, 250 atletas, este é o limite que estabelecemos para 2019.

Entre os inscritos, praticamente todos os atletas das edições anteriores e algumas surpresas muito boas, como a confirmação de Marcelo e Rubens Pompeu, que possuem inúmeros títulos brasileiros e convocações para representar o país junto à Seleção Brasileira de Canoagem.   

Para as OC6 são 30 vagas, a maioria já preenchida. Já são quase 15 estados representados. A nossa expectativa é consolidar de uma vez este evento no Brasil, para em 2020 trazer as primeiras equipes internacionais para correr uma prova no nordeste brasileiro.

 

Qual recado da organização aos remadores?

 

Esta é uma prova que exige planejamento. Aqueles que têm intenção de fazer a travessia de OC6, não deixem a inscrição para a última hora, organizem a viagem com antecedência, aumentem o volume de treinos, com acompanhamento e nutrição adequada. Condicionem o corpo e a cabeça e tenham certeza que estão preparados ou que conseguem se preparar até a data da prova. É um evento muito bacana, mas é uma prova difícil.

Na Comissão Organizadora, há um grupo de gestores, mas também atletas, apaixonados pelo esporte e pensando na segurança e bem-estar de vocês em primeiro lugar...

Chega logo 23 de fevereiro! 

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