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Canoagem Polinésia
Hawaiki Nui Vaa 2017
Por Maira Azevedo em 13/11/17
Direto do Taiti, Maira Azevedo conta como foi participar da Hawaiki Nui Vaa, tradicional prova de travessia entre as ilhas polinésias que remete às raízes do Va’a. Saiba mais.
Hawaiki Nui Vaa 2017, Polinésia Francesa. Foto: Maira Azevedo.
Hawaiki Nui Vaa 2017, Polinésia Francesa. Foto: Maira Azevedo.

Estar na Polinésia é muito especial, por aqui a vida pulsa em cada canto. Juntar o amor pela natureza com o amor por esportes náuticos, então é estar no paraíso. Mas se o seu esporte é o remo, realmente é um privilégio o contato com a cultura nativa, com toda a tradição da canoagem, parte fundamental da história do povoamento das ilhas do pacifico e da própria formação da identidade local. A prática esportiva só fortalece essa tradição, destacando o trabalho desenvolvido por muitos coaches, multiplicando talentos e  promovendo um intenso intercâmbio entre remadores de diversos países.

 

HAWAIKI NUI VAA

 

Eventos de peso também marcam essa tradição ligada ao remo, como o Te Aito e o Ironmana Liquid Festival, mas o Hawaiki Nui Vaa realmente se destaca pela concepção de realizar travessias entre as ilhas, resgatando um pouco de toda essa história. São três dias de prova, que totalizam cerca de 129 km percorridos entre Huahine, Raiatea, Tahaa e Bora Bora, a maior parte em mar aberto, que prescindem de uma logística importante para transporte das canoas, dos atletas e staff, toda a estrutura nos locais de largada e chegada, além de pernoite, alimentação e premiação.

 

Um destaque importante é que toda a logística nas ilhas é realizada com a participação da comunidade local, desde a organização de check in dos atletas, montagem  de estrutura, atrações culturais, alimentação, hospedagem, enfim, a comunidade é parte integrante e participa ativamente de todo o evento, o que representa uma ação de inclusão e valorização social bem interessante.

 

Esse ano, a Hawaiki Nui Vaa aconteceu entre  os dias 01 e 03 de novembro e desde os dias que antecederam a prova até uns dois dias depois, a cobertura da imprensa local foi impressionante: matérias sobre a expectativa e organização nas ilhas, treinos das equipes locais e de fora, transmissão ao vivo de todas as etapas.

 

De tudo, a única ressalva feita que vi foi em relação à falta de cuidado de alguns times e staff com a coleta de embalagens plásticas na água nos momentos de suporte à hidratação dos atletas. Ponto pra chamada de atenção. É muito bom que seja assim, unir esporte, tradição, cultura e cuidado com o ambiente. Que sirva pra melhorar ainda mais as próximas edições.

Como remadora, foi uma experiência incrível participar da etapa feminina da prova, uma "meia maratona" de remada (26 km), com 24 canoas femininas na água e times representantes de várias ilhas da Polinésia, além de França, Japão, Havaí e Nova Zelândia, nas categorias Open e Master.

 

Tive a honra e a sorte de poder completar um time local e conseguimos fazer pelo menos um treino com todas juntas antes da prova. Remar com atletas com experiência tão diferente da minha, num barco também novo pra mim e com uma torcida que nos acompanhou durante todo o percurso foi muito estimulante, fora a vivência com as meninas dos quatro times do Clube Bora Bora, que chegaram três dias antes pra se preparar.

 

Só tenho a agradecer ao coach Jacob, à sua filha também coach e top atleta Puatea e a John John Hurni por toda a acolhida.

 

Depois da minha prova, ainda tive a oportunidade de seguir acompanhando a equipe masculina formada pelo time principal do Clube Vitoria Va'a e mais dois atletas taitianos, que representaram o time do Brasil. Ficamos juntos com o time Tupuai, do coach Billy Tupea.

A convivência com eles todos foi muito rica, agradeço muito também toda a troca e aproveito pra compartilhar o relato de Vitor Gava, Capitão do time brasileiro:

 

"Voltamos com uma imensa satisfação. Ter participado da mais importante prova do mundo de VA´A nos deixa extremante felizes. Muito aprendizado... Aprendemos não só como remadores, mas também como seres humanos. Aprendemos que o valor da amizade (TAHOE), que a simplicidade, a alegria de viver entre amigos e família devem sim caminhar juntos sempre! O Taiti é mágico! Percebo que nós ainda não temos a dimensão da importância do VA’A. No Brasil estamos engatinhando, mas o que deve nos deixar ainda mais motivados, é de que percebo que estamos no caminho certo! Agradecemos a todos que nos ajudaram nesses 16 dias de Taiti: ao Billy e a todos os meninos do Team Tupuai, John John e família, a Tutu e a toda a organização da Hawaiki Nui, ao Carlos Schmidt e esposa, as responsáveis por nossas hospedagens nas casas em Huahine, Tahaa. A prova foi sensacional, mesmo com toda a dificuldade que tivemos com uma canoa muito inferior a todas as outras equipes e que nos prejudicou muito pela quantidade de água que tivemos que tirar dela de 20 em 20 minutos, aprendemos muito. 133 km remados em 3 dias. Uma logística muito grande, cruzar o mar do Pacífico em uma grande corrida não é pra qualquer um!", finalizou o capitão

SOBRE A PROVA:

 

CATEGORIAS OPEN E MASTER MASCULINAS


Primeira Etapa - Huahine a Raiatea - 44,5 km
Segunda Etapa - Raiatea a Tahaa - 26 km
Terceira Etapa - Tahaa a Bora Bora - 58 km
Total de 79 times, com representantes da Polinésia, Brasil, França, Japão e Rapa Nui.

 

CATEGORIAS MASCULINO JUNIOR E FEMININO OPEN E MASTER

 

Percurso em Raiatea - 26 km 
15 equipes Junior, todas da Polinésia
24 equipes femininas, com representantes da Polinésia, França, Havaí, Nova Zelândia e Japão.

 

Saiba mais: Hawaiki Nui Vaa

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