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Palavra da campeã
Nicole de olho no topo
Por Alex Araujo em 27/09/18
Campeã mundial Nicole Pacelli segue de olho no título de 2018.
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Nicole Pacelli Foto: APP World Tour

 

A campeã mundial Nicole, fez uma ótima apresentação no New York SUP Open, primeira etapa do circuito Mundial da APP World Tour. Em uma final bem disputada, decidida nos detalhes, Nicole ficou com o vice-campeonato do evento e segue focada nas próximas etapas, Ilhas Canárias e Sunset, que com certeza terão condições de ondas de verdade. A atleta já está no Brasil para participar do Neutrox Weekend, etapa do brasileiro feminino de Sup Wave, mas no aeroporto, cedeu uma entrevista para o SupClub, comentando sobre o evento e sua conquista.

Confira:

 

Nicole que você achou das ondas de Long Beach?

Eu cheguei cinco dias antes de começar o campeonato. Tinha altas ondas, quase 6 pés na série, sem vento, ondas rápidas e cavadas. As ondas eram predominante esquerdas, mas entravam algumas direitas muito boas. Eu e meu namorado ficamos impressionados. Com o passar dos dias o mar foi baixando, os locais falaram que a gente chegou num dia épico! Foi um presente pegar Nova York clássico, deu para ver o potencial do pico, eu adorei o surf.  A onda é bem forte quando tem tamanho, mas infelizmente as condições do mar não continuaram as mesmas no campeonato. Durante o evento estava quase flat, mas pelo menos pegamos dias quentes, e deu para surfar sem long john, o que foi uma surpresa.

 

Você teve algumas baterias em condições bem difíceis, qual foi a estratégia para poder superar a condição de falta de onda?

A minha primeira bateria estava praticamente flat, por isso minha estratégia foi não esperar muito, porque as vezes você espera a onda e acaba boiando. Toda onda que eu pegava eu tentava surfar o máximo que pudesse, depois que peguei umas duas ondas relativamente boas para as condições do mar, esperei um pouco mais por uma onda maiorzinha e acabou dando certo.

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Nicole Pacelli Foto: APP World Tour

 

Da semifinal para frente o mar deu uma pequena reagida, e algumas direitas boas quebraram no pico, naquele momento da bateria você estava bem à vontade, como você sentiu na semifinal contra a atleta Terrene Black?

 

Eu estava a confiante no meu surf, mas mesmo o mar dando uma reagida a série demorava muito! E durante quase todo o evento quem pegava a série passava a bateria, nem sempre era a atleta que surfava mais. Eu consegui pegar duas direitas boas, mas não sabia as minhas notas, não dava para saber a situação da bateria, foi assim durante o campeonato inteiro. Por isso as baterias sempre eram meio tensas, sem contar que a Terrene só pegou esquerdas, que estavam mais longas e possibilitavam várias manobras, eu não sabia se tinha passado ou não até sair do mar, mas quando eu sai me falaram que eu tinha surfado bem e que Terenne precisava de uma pontuação bem alta pra passar.

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Nicole Pacelli Foto: APP World Tour

 

 

Na sua grande final o mar, continuava com boas condições, mas vi que as esquerdas estavam melhores, acha que este foi um dos pontos que a Iballa aproveitou para vencer o confronto?

 

Eu deixei passar uma esquerda muito boa no começo da bateria, foi aí que eu perdi acho. As esquerdas eram mais longas, mais em pé. As duas pontuações da Iballa foram nas esquerdas.

Os juízes estavam valorizando muito a escolha de onda devido o mar estar muito pequeno. Os meus melhores scores foram nas direitas.

A direita não tinha junção, era uma onda mais curta, eu revi a bateria várias vezes e achei que minhas manobras foram muito melhores que as da Iballa, mas as ondas dela foram maiores e mais longas. Quando sai todos elogiaram meu surfe, mas realmente eu devia ter escolhido melhor as ondas. Foi por pouco, 0,3 de diferença.

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Nicole Pacelli Foto: APP World Tour

 

 

Agora o circuito vai para picos onde historicamente as condições de ondas são bem melhores, Ilhas Canarias e Sunset, isso lhe deixa mais confiante na busca do título?

 

Com certeza vai ter mais onda do que nesse evento. Eu estou treinando para todas as condições, evoluiu bastante meu surfe em dias pequenos, e me sinto muito confortável em ondas pesadas. Quando o mar está grande o surf fala mais alto do que a escolha de onda. Eu quero muito ir bem nas próximas etapas e ser bicampeã mundial. Essa final em NY em um mar praticamente flat me deu mais confiança , e me mostrou que sou capaz de conseguir esse título.

 

Aloha!!

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