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SUP Dicas
A importância do leash
Por Luciano Meneghello em 11/06/17
Nenhum outro acessório tem sua importância tão reconhecida como o leash, que no Brasil é mais conhecido como 'strepe' ou cordinha. Saiba mais sobre suas origens e sua importância.
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Entre todos os itens de segurança disponíveis para praticantes de stand up paddle, o leash é aquele que podemos considerar indispensável. No entanto, para cada condição existe um tipo de leash. Foto: Reprodução.

 

Essa corda feita de material com elasticidade moderada é um tipo de borracha chamada urtano, que une a prancha ao tornozelo do remador e foi desenvolvida no início dos anos 70 por um surfista da Califórnia chamado Pat O'Neill, como uma alternativa aos surfistas que não desejassem ter que buscar sua prancha na areia da praia, ou, pior, em algum costão de pedras, toda vez que caíssem da prancha em uma onda.

 

A criação, no entanto, foi alvo de pesadas críticas da velha guarda do surf, que apelidou o invento de “kook cords” (o que em uma tradução livre significa algo como “corda de prego”), tendo como referência direta caras como Duke Kahanmoku, Tom Blake e Sam Reid, que eram exímios nadadores, e para os quais o leash transformaria os surfistas em preguiçosos, egoístas e displicentes em relação à reparação física. Mesmo assim, apesar da resistência, o leash ganhou rápida aceitação entre os surfistas e sua evolução seguiu o mesmo ritmo. 

 

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O "pai" da criança: Filho do lendário Jack, Pat O'Neill (de chapéu) criou o leash nos anos 70. Foto: Aleko Stergiou.

No início, eles eram feitos de tubo cirúrgico e ligavam o pulso do surfista ao bico da prancha. O problema é que esse material, superelástico, tinha um efeito “estilingue” e trazia a prancha de volta a toda velocidade, gerando um alto risco de acidentes. Ironicamente, o próprio pai de Pat, Jack O'Neill, uma lenda viva do surf e fundador de uma das marcas de wetsuits mais famosas do mundo, perdeu a visão do olho esquerdo após ser atingido pelo bico da prancha em uma dessas "estilingadas".

 

Muita gente seguiu se machucando em colisões com a prancha até que, por volta de 1975, com o mercado do surf em franco crescimento, as empresas do ramo tinham mais autonomia para investir em pesquisa e em materiais mais seguros e confiáveis. Dessa forma, os tubos cirúrgicos foram substituídos pelo couro, depois, evoluíram para o nylon, até chegar ao uretano, em 1978. Esse material, que é usado até os dias de hoje, garantiu uma elasticidade na medida certa para que o equipamento absorva o impacto na hora em que a cordinha é esticada, sem retornar a prancha com toda força.

 

Os leashes, portanto, já estavam estabelecidos no mercado quando o stand up paddle explodiu. No princípio, os remadores se valiam de cordinhas para longboards, mas os resultados nem sempre eram satisfatórios, principalmente porque as pranchas de SUP eram bem mais pesadas, fazendo com que o leash se rompesse facilmente durante um caldo.

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À esquerda o modelo tradicional de leash, indicado para surfar e à direita o modelo em mola ou espiral, indicado para remadas mais longas ou para a práticas em rios e corredeiras. Foto: Reprodução.

 

Teve início então um processo natural de adaptação à realidade desse esporte. Empresas do ramo rapidamente passaram a estudar o stand up e um dos primeiros produtos oferecidos ao mercado foi uma cordinha de 10 pés bem mais espessa do que as tradicionais, usadas para o surf. Essa opção garantiu mais segurança, porém, gerava mais arrasto, algo que incomoda bastante a quem busca uma remada mais longa.

 

A solução veio em formato de espiral. Cordinhas que mais parecem molas ficando presas à canela ou ao tornozelo do remador sem manter nenhum contato com a água, garantindo assim mais autonomia ao SUP. Esse design de leash também foi rapidamente aceito pelos remadores de river SUP (ou SUP em corredeiras), pois o risco de que se enrosquem em um cascalho ou pedra, no fundo do rio, é muito alto.

 

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A remadora profissional Nikki Gregg durante uma remada em rio de corredeira com o modelo correto de leash para esse tipo de ambiente: em mola, preso à cintura ou, ao colete salva-vidas, e totalmente para fora da água. Foto: Reprodução.

 

Nesse caso há também um dispositivo no lugar da tornozeleira, semelhante a uma algema, que prende a cordinha à cintura do remador (e não na canela), o que garante que o contato com a água seja zero. Esse tipo de cordinha também conta com um sistema de liberação que é facilmente acionado no caso de o remador ficar preso a algum objeto submerso. (Nota: Essa é uma questão muito importante para os praticantes de River SUP. Na última semana uma mulher quase morreu afogada em um rio dos EUA pois remava com um leash inadequado para a prática, que se enroscou no fundo. Leia o artigo AQUI)

 

DICAS PARA USO DO LEASH

 

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Vanina Walsh sabe que um bom equipamento garante mais segurança nos momentos críticos. Foto: Reprodução.

- Lave sempre seu leash com água doce após o uso no mar para evitar seu ressecamento.

 

- Evite expor seu leash ao sol e ao calor.

 

- Escolha um tipo de leash correspondente à modalidade de stand up que for praticar. Para remadas ou river SUP, opte pelo modelo em formato de mola.

 

- Procure usar um leash cujo comprimento seja maior ou igual ao comprimento de sua prancha.

 

- Tornozeleiras com velcro duplo são mais seguras, porém, devem ser confeccionadas em um sistema que permita uma rápida remoção em caso de emergência.

 

- Tornozeleiras cujo material interno é feito de neoprene tendem a ser mais resistentes e confortáveis.

 

- Opte por leashes com sistemas giradores, preferencialmente dois, um em cada ponta. Eles evitam que a cordinha fique contorcida a cada puxada, garantindo assim maior vida útil e mais segurança.

 

- Tenha sempre um leash de reserva.

 

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